“Os mercados emergentes como uma classe de ativos está com uma melhor perspectiva em 2025, à medida que a rotação para fora dos EUA ganha força e o dólar se desvaloriza. Cresce ainda a expectativa de que os juros estejam próximos do pico no Brasil”, acrescentou a corretora em relatório divulgado neste domingo (27). Com isso, os investidores se mostraram mais interessados em setores domésticos e sensíveis à taxa de juros, como construtoras residenciais, locação de veículos, infraestrutura, mercados de capitais, setor financeiro e alguns segmentos de varejo.
“Um ponto de divergência em relação aos investidores locais foi o setor bancário, onde os estrangeiros se mostraram claramente mais otimistas, contrastando com os investidores domésticos, que possuem um posicionamento abaixo do neutro”, disse a XP. Em contrapartida, há os gringos estão mais cautelosos com o setor de commodities, como petróleo e minério de ferro. Esse otimismo em torno do mercado brasileiro, contudo, é surpreendente, pois o fluxo de capital estrangeiro para as ações brasileiras permanece com um saldo negativo neste mês.
Os dados mais recentes da B3 mostram que, entre os dias 1º e 23 de abril, houve uma saída líquida de R$ 5,7 bilhões. Com isso, o acumulado de 2025 caiu de R$ 11 bilhões, em março, para R$ 5,2 bilhões. Para a XP, a divergência entre o sentimento e o fluxo de capital se deve aos movimentos dos fundos quantitativos e à realização de lucros após o aumento da volatilidade dos mercados com o anúncio das tarifas recíprocas. “Vale destacar também que, enquanto o mercado à vista registrou fortes saídas em abril, o mercado futuro apresentou entradas líquidas de R$ 5,5 bilhões, levando o fluxo total a ficar praticamente equilibrado”, diz a corretora sobre o comportamento dos investidores estrangeiros.