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Investimentos

Como investir em dólar e quais são as opções?

A moeda norte-americana valorizou 29,3% frente ao real no ano passado

Por E-Investidor

12/08/2021 | 14:02 Atualização: 12/08/2021 | 14:02

(Fonte: Shutterstock)
(Fonte: Shutterstock)

(Por Aléxis Cerqueira Góis, especial para o E-Investidor) O dólar é a principal moeda mundial, o que a torna atrativa para os investidores que buscam uma rentabilidade segura. A moeda norte-americana valorizou 29,3% frente ao real no ano passado e chegou a ser cotada a quase R$ 6 em 2021, devido a uma nova onda de contaminações pelo coronavírus em março.

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Entretanto, diante da expectativa frustrada de elevação de juros nos Estados Unidos e do aumento da taxa Selic no Brasil (que saiu de 2% para 5,25% em três meses), a tendência da taxa de câmbio se reverteu. O dólar comercial chegou a ser cotado abaixo dos R$ 5 no final do primeiro semestre deste ano.

Como escolher o melhor investimento em dólar?

A queda do dólar gera oportunidade para investir na moeda. (Fonte: Shutterstock/ FOTOGRIN/Reprodução)

Uma das principais vantagens de ter ativos na moeda norte-americana é diversificar investimentos para se proteger de incertezas nacionais ou internacionais, como a pandemia, variações econômicas ou crises políticas. Os investidores consideram o dólar como um dos ativos mais seguros do mundo, ao lado do ouro. Dessa forma, em uma crise generalizada, como a provocada pelo coronavírus, a moeda norte-americana tende a se valorizar. Mesmo em um cenário de estabilidade, o dólar tende a apresentar uma variação positiva pequena ao longo do tempo.

É recomendável que o investimento seja realizado por quem já está acostumado com outras aplicações e não deve ser o único ativo da carteira. Para escolher o melhor jeito de investir na moeda norte-americana, o investidor deve levar em conta quais são seus objetivos com a aplicação, bem como a sua tolerância a riscos e a sua necessidade de liquidez.

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Existem diversas formas para investir em dólar, desde compra direta em espécie até ativos atrelados à variação cambial. Conheça as principais maneiras de investimento na moeda para escolher a melhor opção de acordo com o seu perfil.

Dólar em espécie

A Bolsa de Valores do Brasil oferece opção para contratos de venda ou compra de dólar em um prazo futuro, com preços acordados previamente. Nessa modalidade, não é necessário adquirir a moeda norte-americana, pois a liquidação da operação é realizada na data programada em reais. Na data de finalização do contrato, caso o valor acordado seja maior do que a cotação do dia, o investidor recebe a diferença. No entanto, se a cotação estiver abaixo do valor do contrato, o investidor deve pagar o saldo.

O valor de cada contrato de dólar cheio é, geralmente, de US$ 50 mil e cada negociação é realizada com lotes mínimos de cinco contratos. A negociação é realizada por meio de uma corretora e não há cobrança de IOF, mas existem cobranças de ISS, imposto de renda, emolumentos e taxa de custódia, além de taxa de corretagem.

Minicontratos

Os minicontratos são uma modalidade de dólar futuro. A principal diferença é a possibilidade de negociar valores menores. Cada minicontrato tem valor médio a partir de 20% do valor do contrato cheio, ou seja, US$ 10 mil — montante que é retido a título de garantia. As operações também são realizadas por meio de corretoras e estão sujeitas a impostos e taxas. Apesar da maior acessibilidade, é importante ressaltar que os minicontratos se tratam de uma operação de mercado futuro, que é complexo e apresenta grandes riscos de oscilação. O investimento é indicado para investidores mais arrojados e experientes.

ETFs

ETFs podem oferecer uma rentabilidade atrelada à variação cambial. (Fonte: Shutterstock/Kavaleuskaya Aksana/Reprodução)

O Exchange Traded Fund (ETF) é um tipo de fundo de investimento atrelado a um índice econômico de renda variável, como o Ibovespa. Por ter uma grande variedade de composição, o investidor deve verificar a característica de cada ETF para saber a adequação ao seu perfil. Quando essa aplicação está ligada a um índice de bolsa internacional, como o S&P 500, composto de ativos da Bolsa de Nova York, a aplicação tem uma grande influência do dólar.

BDRs

O Brazilian Depositary Receipt (BDR) é um certificado de depósito emitido e negociado no Brasil, ligado a ações de empresas brasileiras listadas em bolsas fora do País, como a NASQAD, dos Estados Unidos. O investidor não detém as ações, mas um título que representa esses papéis.

Dessa maneira, é possível “dolarizar” parte da carteira sem a necessidade de abrir uma conta em uma corretora estrangeira e enfrentar a complexidade de investimentos internacionais. Por se tratar de uma operação atrelada a ações, o investidor deve ter uma boa tolerância a riscos.

Certificados de Operações Estruturadas

Os Certificados de Operações Estruturadas (COEs) são produtos financeiros que combinam renda fixa e variável, como índices, ações ou moedas. Relativamente novo no mercado brasileiro, os COEs é indicado para investidores mais conservadores, pois podem garantir um valor mínimo protegido, mesmo que os ativos de referência tenham uma rentabilidade negativa. A aplicação pode ser realizada por meio de uma corretora, com valores a partir de R$ 5 mil, e estão sujeitas a tributação regressiva do imposto de renda, além de taxas como corretagem.

Uma das principais vantagens desse investimento é o acesso simplificado ao mercado internacional e a flexibilidade, que permite o retorno em diversos cenários. Entretanto, os COEs têm baixa liquidez e não pode ser negociado antes do seu vencimento.

Fundos cambiais

Os fundos cambiais oferecem mais proteção em relação à oscilação da cotação de moedas. Em geral,  cerca de 80% são aplicados em ativos relacionados à variação cambial. O restante é investido em títulos de renda fixa, propiciando uma maior estabilidade. Um gestor profissional é responsável por cuidar de todas as operações do fundo e o investidor não precisa acompanhar o mercado cotidianamente. Logo, essa aplicação é indicada para perfis mais conservadores. A operação está sujeita a imposto de renda, IOF e taxa de administração.

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