• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

IOF pode pressionar lucro e dividendos das empresas? Veja se é exagero ou uma preocupação real

Analistas destrincham impacto nos setores que reúnem tradicionais pagadoras de proventos e citam possíveis empresas afetadas

Por Katherine Rivas
Editado por Geovana Pagel

09/06/2025 | 3:00 Atualização: 09/06/2025 | 7:57

Veja as mudanças do IOF que podem impactar o bolso dos brasileiros. (Foto: Adobe Stock)
Veja as mudanças do IOF que podem impactar o bolso dos brasileiros. (Foto: Adobe Stock)

O governo federal definiu finalmente neste domingo (08) algumas alternativas para amenizar a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Sobrou até para os títulos isentos de renda fixa que agora passam a ter uma taxa de imposto de 5%, afetando principalmente Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), entre outros. Quando medidas assim chegam a produtos do mercado financeiro, ressurgem temores de que outros ativos e rendimentos possam ser tributados, como os dividendos das ações. Além disso, desde que as mudanças no IOF foram anunciadas, uma grande dúvida já atormentava o investidor: será que a situação das empresas da Bolsa vai se complicar? Afinal, a alta nas taxas de crédito e no câmbio pode pressionar os lucros.

Leia mais:
  • Mudança no IOF cria propaganda gratuita das criptos, agora como opção mais barata para o dólar
  • Inter (INBR32) reduz spread cambial para clientes após alta do IOF
  • Aumento do IOF é “assustador” e pode elevar risco PT, diz Stuhlberger, da Verde
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Inicialmente, para companhias que atuam com importação, exportação ou operações em moeda estrangeira, o imposto poderia chegar a 3,5%. Já para quem recorre ao crédito, a alíquota deveria saltar de 1,88% para 3,95% ao ano. Em micro e pequenas empresas do Simples (com operações de até R$ 30 mil), a taxa subiu de 0,88% para 1,95%.

Os fundos de previdência complementar VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) também foram afetados. Mesmo com o adiamento da nova alíquota de 5%, sentiram um baque de 80% nas captações, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). A estimativa era de uma queda de R$ 150 milhões nas captações desses fundos em 2025, na comparação com 2024, se não houvessem mudanças.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

A pergunta que fica é: as seguradoras também sentirão impacto nos lucros? Ainda pesa a incerteza, que nunca é uma boa combinação para o mercado acionário, e pode aumentar a volatilidade das ações.

No entanto, uma luz no fim do túnel parece surgir, diante da Medida Provisória (MP) anunciada no final de semana. Com as novas medidas, o IOF do crédito para empresas deve reduzir, assim como nos planos VGBL. Operações de risco sacado terão um corte nas taxas de até 80%. O governo ainda deve anunciar mais detalhes da MP nos próximos dias. As alterações entram em vigor imediatamente, contudo precisam ser analisadas pelo Legislativo. Apenas no caso de LCI e LCA, a isenção pode sumir a partir de 2026, diante de regras de anualidade.

Diante de tantos questionamentos dos acionistas, o E-investidor mergulhou no assunto para entender se, no universo da renda passiva, há risco de os dividendos serem pressionados. Confira a visão de agentes do mercado.

IOF: favorável ou preocupante?

É natural que taxas maiores pressionem resultados, mas empresas da Bolsa de Valores tendem a sofrer menos do que companhias menores. Segundo Marco Saravalle, sócio-fundador e analista da MSX Invest, empresas listadas costumam ser líderes de mercado, têm acesso a outras formas de financiamento e conseguem repassar alta nos custos e novos impostos aos consumidores.

“Muitos diretores financeiros das empresas da bolsa já devem estar pensando em alternativas diferentes de captação”, afirma Saravalle.

Publicidade

Apesar da cautela do investidor, há visões mais pessimistas. Mauricio Nakahodo, professor de economia da Faculdade ESEG, vê risco maior para empresas dependentes de crédito ou importações de insumos, com possível impacto no lucro se não conseguirem repassar os custos.

Fernando Bresciani, analista do Andbank, alerta para a incerteza do cenário, mas acredita que, dependendo dos desdobramentos, pode haver alguma pressão sobre lucros e dividendos. O impacto viria do custo de produção, que aumentaria diante de inflação ou lucros recuando.

Dividendos: susto limitado

Segundo a XP, os setores mais afetados pelo IOF seriam o financeiro e o de mineração e siderurgia, ainda assim com impactos moderados. Já agronegócio, bens de capital, educação, energia elétrica, imobiliário, varejo, transporte, óleo e gás, entre outros, devem sentir efeitos mais brandos.

Nem todos servem para dividendos.  Setores como varejo tendem a ser afetados pelo risco sacado, mas dificilmente entram em carteiras de renda passiva, pois já têm histórico fraco de distribuição, lucro apertado e forte reinvestimento.

Jayme Simão, sócio-fundador do Hub do Investidor, lembra que empresas com trajetória sólida de proventos têm estrutura robusta e previsível, o que ajuda a preservar os pagamentos mesmo em cenários adversos.

Publicidade

A maioria das boas pagadoras tende a mitigar gradualmente nos balanços o impacto do IOF no médio prazo, afirma Bruno Oliveira, analista do Vida de Acionista. “O IOF não é algo que deva preocupar o investidor de dividendos”, afirma.

Saravalle acrescenta que empresas já estão se preparando para compensar o efeito em resultados trimestrais. E lembra: tarifas e preços devem incorporar esse custo com o tempo.

A incerteza assusta, mas também abre portas. Para Ailton Marcolino e Murilo Barsi, especialistas da Barsi Investimentos, o cenário atual pode ser uma boa hora para comprar ações de empresas sólidas, com geração de valor estável e capacidade de adaptação.

Investidores de dividendos sabem que quedas de preço podem ser janelas de entrada. “Investidor de dividendos de longo prazo não foge de volatilidade, mas de imprevisibilidade”, afirmam.

Bancos e seguradoras

Com o crédito mais caro diante do IOF, é natural que os bancos repassem esse custo às empresas. Isso tende a reduzir a procura por financiamento e o ritmo de crescimento das carteiras de crédito. As perspectivas para 2025 já eram modestas, por causa dos juros altos, e agora podem ser ainda mais tímidas. Segundo a XP, as empresas devem buscar outras formas de captação para fugir das taxas.

Publicidade

Lucas Uhlig, contribuidor do TC, destaca que Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4) são os mais expostos, tanto no crédito empresarial quanto na previdência privada, que vem sendo impactada pelo IOF. O BB já enfrenta inadimplência no agronegócio e revisou suas projeções de dividendos para baixo em 2025.

Marcolino e Barsi também esperam impactos no Banco do Brasil, que deve apresentar o crescimento mais lento nas carteiras de crédito. O Itaú também sente a desaceleração no crédito corporativo, além da redução nos ganhos com spreads, a diferença entre o dinheiro captado e o emprestado.

Bancos menores não estão imunes. Oliveira cita o BR Partners (BRBI11), que atua em investimentos e mercado de capitais. Operações como fusões, aquisições e capex no exterior devem esfriar com o IOF, o que pressiona o banco.

Nas seguradoras, a taxa de 5% nos aportes de previdência VGBL acima de R$ 50 mil mensais, pode manter a queda nas captações e a saída de investidores. A XP, porém, avalia que o impacto ainda é pequeno. Para Marcolino e Barsi, quem mais sente essa perda de captação é a BB Seguridade (BBSE3).

Publicidade

Oliveira avalia que, apesar do impacto nos prêmios de seguro de vida e capitalização, os efeitos nos resultados ainda são sutis. Com a nova MP do governo, é possível que o impacto para as seguradoras seja ainda menor.

Já Bruno Corano, economista da Corano Capital, chama a atenção para os efeitos indiretos no setor financeiro. A incerteza provocada pelas idas e vindas do governo em relação ao IOF pode afetar ações de bancos com desvalorização. No caso das seguradoras, ele reforça que a queda no fluxo das captações já reflete essa indefinição.

Elétricas e saneamento

Saravalle vê risco moderado nos setores regulados por dificuldades de repasse de tarifas no curto prazo. Ainda assim, acredita que as empresas podem reorganizar passivos para evitar impacto no lucro líquido. “Não vejo um forte impacto na lucratividade em 2025 ou 2026, que torne sensível a distribuição de dividendos”, diz.

Já Fabricio Larguesa, sócio e analista da Meraki Capital, não vê risco para os dividendos. Ele cita que empresas como Cemig (CMIG4), Eletrobras (ELET6) e CPFL (CPFE3) e outras de utilidade pública têm baixa exposição ao crédito corporativo e câmbio. Para a XP, apesar do endividamento elevado, companhias elétricas usam debêntures, isentas de IOF.

Por trabalhar com projetos de infraestrutura, também têm empréstimos em bancos isentos. Distribuidoras são ainda mais blindadas.

Exportadoras: mineração e petróleo

Simão vê impacto irrelevante em Petrobras e Vale, que têm acesso amplo a diversas fontes de financiamento. “Não vemos razão para se preocupar com caixa e dividendos destas empresas em 2025 ou em 2026”, afirma.

Publicidade

A CSN Mineração (CMIN3) tem hedge (proteção) natural e reservas em real e dólar, o que reduz exposição cambial. “Se preocupar pelos dividendos é procurar pelo em ovo”, diz Oliveira. Ele também cita Klabin, que tem dívidas e receitas em dólar. Segundo ele, empresas com esse formato ficam ainda mais confortáveis.

Marcolino e Barsi lembram que a Vale (VALE3) tem hedge e dívida baixa, o que garante estabilidade e facilita estruturas de financiamento robustas para absorver a volatilidade fiscal.

A XP aponta que impactos em mineração, papel, celulose e siderurgia devem ser modestos, sem efeitos notórios no lucro. No setor de petróleo e gás, o efeito se limita ao curto prazo. O governo estuda medidas para gerar R$ 35 bilhões até 2026, compensando o IOF no setor.

Outros setores: estabilidade prevalece

Nas telecomunicações, a XP não vê riscos. Dívidas das empresas seguem isentas de IOF, e os efeitos no câmbio são marginais. Além disso, a importação de matérias-primas não possui alíquotas. Evitando assim, impacto nos lucros e dividendos.

Construtoras e incorporadoras têm baixa exposição ao IOF, já que usam dívidas isentas via debêntures e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). MRV (MRVE3) e Cury (CURY3), citadas pela Barsi Investimentos, têm boa antecipação de caixa e usam AQS (aquisição de recebíveis), também fora do imposto.

No agronegócio, a lógica se repete. Empresas como SLC Agrícola, Kepler Weber e JBS usam a CPR (Cédula de Produto Rural) para financiar atividades antecipadamente e sem tributos extras.

A XP cita apenas Raízen e Minerva como casos sensíveis por operações de forfait, mas sem efeito relevante no lucro por ação.

Para Marcolino e Barsi, o IOF funciona mais como teste de inteligência financeira das empresas do que um problema generalizado na bolsa de valores.

Além de testar a inteligência financeira das empresas, o IOF também coloca à prova as escolhas do investidor. Empresas resilientes, capazes de atravessar crises e solavancos, seguem como as melhores candidatas para compor carteiras de dividendos. E isso não muda com o IOF mais alto.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Ações
  • Bancos
  • companhias elétricas
  • Dividendos
  • empresas brasileiras
  • exportadoras
  • IOF
  • Saneamento
  • seguradoras
  • telecomunicação
Cotações
24/01/2026 17h15 (delay 15min)
Câmbio
24/01/2026 17h15 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Bancos e corretoras travam disputa por R$ 41 bi do FGC: veja as ofertas agressivas para clientes ressarcidos por CDBs do Master

  • 2

    FGC do Banco Master desencadeia corrida bilionária entre XP e BTG por realocação de CDBs

  • 3

    O risco de investir em CDBs após Master e Will Bank: o que a taxa de retorno esconde sobre liquidez e emissor do ativo

  • 4

    Como investir em CDBs com segurança após casos Master e Will Bank: liquidez, Basileia, rating e sinais de alerta

  • 5

    Ibovespa hoje bate recorde de fechamento pelo 3º dia seguido e encerra acima de 175 mil pontos

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Por que o Bolsa Família exige a frequência escolar de crianças?
Logo E-Investidor
Por que o Bolsa Família exige a frequência escolar de crianças?
Imagem principal sobre o Como o valor do IPTU em São Paulo é calculado?
Logo E-Investidor
Como o valor do IPTU em São Paulo é calculado?
Imagem principal sobre o Foi demitido em 2026? Entenda como fica o saque-aniversário do FGTS
Logo E-Investidor
Foi demitido em 2026? Entenda como fica o saque-aniversário do FGTS
Imagem principal sobre o Gás do Povo: o que é e como consultar a migração para a modalidade gratuita
Logo E-Investidor
Gás do Povo: o que é e como consultar a migração para a modalidade gratuita
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (23)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (23)?
Imagem principal sobre o 5 situações em que o saldo retido do FGTS pode ser liberado
Logo E-Investidor
5 situações em que o saldo retido do FGTS pode ser liberado
Imagem principal sobre o 4 formas para solicitar a aposentadoria para servidores públicos
Logo E-Investidor
4 formas para solicitar a aposentadoria para servidores públicos
Imagem principal sobre o Como fica a aposentadoria para professores que são servidores públicos federais em 2026?
Logo E-Investidor
Como fica a aposentadoria para professores que são servidores públicos federais em 2026?
Últimas: Investimentos
Operação da PF no Rioprevidência: veja perguntas e respostas para entender o caso
Investimentos
Operação da PF no Rioprevidência: veja perguntas e respostas para entender o caso

Polícia Federal apura suspeitas de irregularidades em aportes de quase R$ 1 bilhão em ativos do Banco Master

23/01/2026 | 11h38 | Por Daniel Rocha
Genial: Klabin (KLBN11) passa por ajuste no trimestre, mas melhora financeira ainda não aparece na ação
Investimentos
Genial: Klabin (KLBN11) passa por ajuste no trimestre, mas melhora financeira ainda não aparece na ação

Após um terceiro trimestre muito forte, empresa entra em fase de acomodação no 4T25, enquanto avança na redução de dívidas, segundo a Genial Investimentos

23/01/2026 | 09h53 | Por Isabela Ortiz
Dividendos de commodities em 2026: Vale, Petrobras e outras empresas cíclicas prometem retorno de até 16%; vale o risco?
Investimentos
Dividendos de commodities em 2026: Vale, Petrobras e outras empresas cíclicas prometem retorno de até 16%; vale o risco?

Em um cenário de opções mais restritas, empresas ligadas a commodities seguem entregando dividendos de dois dígitos, mas uma companhia de shoppings foge do padrão

23/01/2026 | 05h30 | Por Katherine Rivas
Queridinhas do carry trade: por quer moedas como real devem oferecer mais retornos sólidos em 2026
Investimentos
Queridinhas do carry trade: por quer moedas como real devem oferecer mais retornos sólidos em 2026

Rendimentos nominais de moedas de carrego permanecem elevados, nota o UBS WM, cravando que os bancos centrais de mercados emergentes mantiveram taxas de juros estáveis

22/01/2026 | 19h57 | Por Caroline Aragaki

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador