O Bradesco (BBDC3; BBDC4) foi a primeira companhia a comunicar a atualização dos valores. Na última sexta-feira (23), o banco informou ao mercado que os investidores receberão proventos de R$ 0,017249826 por ação ordinária e R$ 0,018974809 por ação preferencial. Ao considerar a nova alíquota de 17,5%, os retornos líquidos passam a ser de R$ 0,014231106 e de R$ 0,015654217, respectivamente.
Já nesta segunda-feira (26), foi a vez do Itaú (ITUB3; ITUB4). Por meio de fato relevante, a instituição financeira informou que o valor líquido de R$ 0,015 por ação será mantido para o JCP mensal. Com isso, o valor bruto, antes de R$ 0,01765, passa a ser de R$ 0,018182 por ação.
Outras companhias também devem seguir o mesmo movimento. Dados da Elos Ayta Consultoria, enviados ao E-Investidor, mostram que a Vale (VALE3) foi a maior distribuidora de JCP nos últimos cinco anos.
No acumulado desse período, os investidores da mineradora receberam R$ 11,43 por papel, o que, pelas regras anteriores, resultava em um retorno líquido de R$ 9,71 por ação. Com a nova alíquota de 17,5%, esse valor cairia para R$ 9,42, caso a empresa distribua o mesmo volume nos próximos cinco anos.
O Banco do Brasil (BBAS3) também figura entre os maiores pagadores de JCP da Bolsa de Valores. No mesmo período, a estatal pagou R$ 7,90 por ação aos seus acionistas. Com a lei complementar 224/25, o retorno líquido para os investidores cai de R$ 6,715 por ação para R$ 6,5175.