• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Payroll, dólar e Venezuela: a tríade que mexe com os mercados e o bolso do investidor

Relatório de empregos americano chega em momento sensível para os juros globais, enquanto ruídos geopolíticos na Venezuela adicionam volatilidade a dólar, commodities e ativos de risco

Por Isabela Ortiz
Editado por Geovana Pagel

09/01/2026 | 5:30 Atualização: 09/01/2026 | 10:35

Payroll dos EUA, expectativas sobre o Fed e ruídos geopolíticos na Venezuela aumetam a oscilação de dólar, juros e mercado globais (Foto: Adobe Stock)
Payroll dos EUA, expectativas sobre o Fed e ruídos geopolíticos na Venezuela aumetam a oscilação de dólar, juros e mercado globais (Foto: Adobe Stock)

A divulgação do payroll americano, o relatório oficial de criação de vagas nos Estados Unidos, concentra, nesta sexta-feira (9), a atenção de investidores globais. A taxa de desemprego cai a 4,4% em dezembro, ante uma previsão de 4,5%. O dado chega em um momento sensível para a política monetário do Federal Reserve (Fed), com o mercado tentando calibrar quando e em que ritmo os juros americanos podem voltar a cair, ao mesmo tempo em que ruídos geopolíticos envolvendo a Venezuela adicionam uma camada extra de incerteza sobre commodities, dólar e ativos de proteção. É essa combinação que ajuda a explicar por que este pode ser “o dia que chacoalha os mercados globais e o bolso do investidor“.

Leia mais:
  • Finanças em 2026: o guia completo para sair do aperto
  • CDBs do Banco Master: a peça que está impedindo o FGC de pagar os investidores
  • Por que este deve ser o melhor investimento de 2026?
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

  • Leia mais: IPCA de dezembro vira o jogo dos juros? Inflação pode decidir quando a Selic começa a cair em 2026

As projeções para o payroll de dezembro apontam para a criação de 75 mil vagas, segundo estimativa do J.P Morgan, acima do consenso de mercado, que gira em torno de 55 mil a 66 mil empregos.

À primeira vista, o número parece modesto, mas ele precisa ser lido dentro de um contexto mais amplo: nos últimos meses, o mercado de trabalho americano mostrou forte volatilidade, alternando ganhos e perdas expressivas, muito influenciadas por fatores pontuais.

Em setembro, afirma a instituição, houve a criação de 108 mil vagas; em outubro, uma queda acentuada de 105 mil; e, em novembro, uma recuperação de 64 mil. Excluindo o setor público, os ganhos médios de emprego ficaram em torno de 80 mil vagas mensais no últimos três meses, um ritmo claramente inferior ao observador nos anos anteriores.

  • Leia mais: Queda da Selic no radar: quais ativos ganham se o ciclo de juros mudar

Por que o payroll é decisivo para o Fed

É justamente por isso que o payroll ocupa um papel central nas decisões do Federal Reserve. Um mercado de trabalho que volte a se fortalecer, o chamado “reaperto”, reduz o espaço para cortes de juros. Por outro lado, números muito fracos reacendem a pressão por uma política monetária mais estimulativa.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Ainda assim, especialistas alertam que um dado isolado dificilmente muda o rumo da política monetária. Para Silvia Ludmer, economista-chefe do Andbank Brasil, um número próximo do consenso tende a confirmar a leitura de desaceleração, mas sem caracterizar uma crise.

Segundo ela, a maior preocupação está na composição das vagas, cada vez mais concentradas em educação, saúde e lazer, enquanto setores como transporte, tecnologia, serviços profissionais, manufatura e mineração acumulam demissões ao longo do ano. Isso indica um desaquecimento mais disseminado na margem, ainda que o número agregado não mostre uma onda de cortes.

Mesmo assim, Ludmer avalia que um payroll dentro do esperado não deve alterar a postura do Fed no curto prazo.

“A precificação para um corte de juros em janeiro é muito baixa. Seria necessária uma surpresa muito negativa, como payroll privado negativo ou revisões fortes para baixo, para mudar esse cenário”, diz.

Volatilidade de curto prazo, tendência menos clara

Para Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora, o consenso espera algo perto de 66 mil vagas. “Se vier muito acima ou muito abaixo, podemos ter uma movimentação mais atípica no mercado”, afirma.

Na avaliação de Mollo, um número em linha reforça a expectativa de pausa no ciclo de cortes do Fed. Já um dado muito fraco poderia aumentar a pressão política por juros mais baixos, especialmente em um ambiente em que o presidente Donald Trump defende reduções mais agressivas.

Publicidade

“Se o mercado de trabalho vier muito fraco, isso aumenta a pressão por corte de juros. E, quando os juros caem mais, o dinheiro represado na renda fixa tende a migrar para a renda variável, aumentando a tomada de risco“, explica.

Dólar: juros importam, mas não sozinhos

Apesar da atenção ao payroll, o impacto sobre o dólar não é automático. Silvia Ludmer lembra que, nos últimos meses, a relação entre juros e câmbio perdeu força.

Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, reforça que o mercado já trabalha com a possibilidade de pausa no ciclo de cortes e discute mais o número total de reduções ao longo do ano – dois ou três.

Ainda assim, Spiess não vê espaço para uma mudança abrupta na política monetária.

“Não imagino um cavalo de pau. O Fed deve caminhar para uma postura mais flexível, mas mantendo o véu da tecnicidade”, diz.

Venezuela: muito barulho, pouco preço… ao menos por ora

Em paralelo ao payroll, o mercado monitora a escalada de tensões envolvendo a Venezuela, especialmente pelo potencial impacto sobre petróleo e metais. Na prática, porém, o efeito até agora tem sido bastante limitado.

  • Crise na Venezuela, petróleo no radar e defesa em alta: por que o BTG mantém compra da Embraer

Silvia Ludmer destaca que não há um prêmio político relevante embutido no preço do petróleo neste momento. “Mesmo com a situação da Venezuela, os preços praticamente não reagiram”, afirma. Segundo ela, desde meados de dezembro, o petróleo oscila dentro de uma faixa estreita, com viés mais de baixa do que de alta.

A economista lembra que a Venezuela produz hoje cerca de 950 mil barris por dia, um volume pequeno no contexto global e com pouca relevância dentro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

“Mesmo se a Venezuela voltar a ofertar mais petróleo ao longo dos próximos meses ou anos, o efeito tende a ser, no limite, baixista. Outros players estão aumentando produção, o que reforça essa leitura”, diz.

Para Ludmer, os movimentos recentes seguem muito mais ligados a fatores estruturais do mercado do que a eventos pontuais envolvendo Caracas.

Publicidade

Matheus Spiess aprofunda esse ponto ao lembrar que a deterioração da indústria petrolífera venezuelana foi resultado de anos de subinvestimento. “Você precisa de muito dinheiro e muito tempo para reverter o sucateamento do regime chavista”, afirma. Quando Hugo Chávez assumiu o poder, o país produzia cerca de 3 milhões de barris por dia; hoje, produz menos de 1 milhão.

Segundo Spiess, apenas para manter o nível atual de produção nos próximos dez anos, seriam necessários mais de US$ 30 bilhões em investimentos. Para retomar os 3 milhões de barris diários, o montante poderia superar US$ 100 bilhões, com alguns modelos apontando até US$ 180 bilhões, além de um horizonte de 10 a 15 anos.

Por isso, ele avalia que os impactos sobre o preço do petróleo devem permanecer limitados no curto prazo. Um efeito estrutural só ocorreria no longo prazo, caso houvesse investimentos consistentes e previsibilidade, algo ainda distante.

Proteção, diversificação e o erro de operar a manchete

Nesse ambiente mais ruidoso, investidores globais têm buscado proteção, mas não de forma homogênea. Spiess observa fluxo para teses de defesa, metais preciosos, como ouro e mineradoras, além de uma diversificação regional, que pode inclusive beneficiar o Brasil dentro da nova dinâmica internacional.

“Não é vender tudo e correr para proteção, mas ajustar a alocação”, resume.

Marcelo Freller, estrategista do C6 Bank, reforça que, apesar do noticiário geopolítico, o payroll segue sendo muito mais relevante para o dólar do que a Venezuela. “Se o payroll vier forte, o Fed pode não cortar juros, ou até subir, e isso faria o dólar se fortalecer bastante contra o resto do mundo, o que seria muito ruim para o real”, afirma.

Ele também avalia que o Brasil está relativamente isolado do risco geopolítico venezuelano, tanto pela relevância dos produtos brasileiros para os EUA quanto pela postura diplomática do governo brasileiro, que tem evitado elevar o tom.

O que isso significa para o investidor brasileiro

Na prática, o investidor brasileiro deve encarar este dia como um teste de sensibilidade dos mercados. Um payroll em linha tende a gerar apenas ruído de curto prazo. Um dado muito fraco pode favorecer bolsa e ativos de risco, via expectativa de juros mais baixos nos EUA. Já um número forte demais reforça o dólar, pressiona moedas emergentes e pode pesar sobre a B3.

Publicidade

No front geopolítico, a Venezuela adiciona volatilidade potencial às commodities, mas, até agora, não alterou estruturalmente o cenário. Para proteção, ativos como dólar, ouro e posições defensivas seguem cumprindo seu papel, especialmente em um ambiente em que política monetária, riscos externos e comportamento do investidor caminham juntos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Dolar
  • Emprego
  • EUA
  • Federal Reserve System (Fed)
  • payroll
  • venezuela
Cotações
09/01/2026 10h38 (delay 15min)
Câmbio
09/01/2026 10h38 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Aposta de US$ 30 mil vira mais de US$ 400 mil após captura de Maduro e levanta suspeitas de insider trading

  • 2

    Carteiras recomendadas para janeiro de 2026

  • 3

    Garantia de CDB do Master está em risco? Veja perguntas e respostas para investidores

  • 4

    CDBs do Banco Master: a peça que está impedindo o FGC de pagar os investidores

  • 5

    Carteiras da Ágora lideram ranking da Grana Capital e superam o mercado em 2025

    Patrocinado por
    Ágora Investimentos

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Idosos devem cumprir este requisito para conseguir o BPC em 2026
Logo E-Investidor
Idosos devem cumprir este requisito para conseguir o BPC em 2026
Imagem principal sobre o Quem antecipou o saque-aniversário tem direito ao saque do saldo retido do FGTS? Entenda
Logo E-Investidor
Quem antecipou o saque-aniversário tem direito ao saque do saldo retido do FGTS? Entenda
Imagem principal sobre o Dupla Sena: como funciona a distribuição do prêmio nos dois sorteios?
Logo E-Investidor
Dupla Sena: como funciona a distribuição do prêmio nos dois sorteios?
Imagem principal sobre o Tele Sena de Ano Novo 2026: edição irá distribuir mais de R$ 22 milhões ao longo do ano
Logo E-Investidor
Tele Sena de Ano Novo 2026: edição irá distribuir mais de R$ 22 milhões ao longo do ano
Imagem principal sobre o Estas dicas podem ajudar a refrescar a casa no calor, sem gastar com ar-condicionado
Logo E-Investidor
Estas dicas podem ajudar a refrescar a casa no calor, sem gastar com ar-condicionado
Imagem principal sobre o FGTS: como consultar o saldo retido presencialmente?
Logo E-Investidor
FGTS: como consultar o saldo retido presencialmente?
Imagem principal sobre o Este foi o maior prêmio da história da loteria americana
Logo E-Investidor
Este foi o maior prêmio da história da loteria americana
Imagem principal sobre o Tem direito ao saldo retido do FGTS e não recebeu? Veja o que fazer
Logo E-Investidor
Tem direito ao saldo retido do FGTS e não recebeu? Veja o que fazer
Últimas: Investimentos
BTG aposta na Localiza (RENT3) em 2026 e vê crescimento de 20% com queda dos juros
Investimentos
BTG aposta na Localiza (RENT3) em 2026 e vê crescimento de 20% com queda dos juros

Banco aposta em crescimento de lucro perto de 20% ao ano e reprecificação dos múltiplos à medida que o custo de capital recua no Brasil

09/01/2026 | 09h45 | Por Isabela Ortiz
Queda da Selic no radar: quais ativos ganham se o ciclo de juros mudar
Investimentos
Queda da Selic no radar: quais ativos ganham se o ciclo de juros mudar

Com a curva já antecipando cortes em 2026, investidores avaliam quais ativos se beneficiam de juros mais baixos e por que o risco de frustração ainda está no jogo

09/01/2026 | 05h30 | Por Isabela Ortiz
IPCA de dezembro vira o jogo dos juros? Inflação pode decidir quando a Selic começa a cair em 2026
Investimentos
IPCA de dezembro vira o jogo dos juros? Inflação pode decidir quando a Selic começa a cair em 2026

Recuo dos Treasuries puxou a curva brasileira, mas analistas dizem que mercado não está descolado do discurso do Banco Central

09/01/2026 | 05h30 | Por Isabela Ortiz
Multiplan vende fatia de shopping premium e fundo imobiliário TEPP11 aposta em retrofit na Av. Paulista
Investimentos
Multiplan vende fatia de shopping premium e fundo imobiliário TEPP11 aposta em retrofit na Av. Paulista

Operações no mercado de imóveis desta semana mostram como o setor alterna entre monetizar ativos maduros e buscar ganhos via gestão ativa, segundo análise da XP

08/01/2026 | 10h40 | Por Isabela Ortiz

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador