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Ouro dispara: como incluir o investimento brilhante de 2024 na carteira

Metal precioso está em seu maior valor da história; ETFs são opções mais simples para incluir o ouro na carteira

Ouro dispara: como incluir o investimento brilhante de 2024 na carteira
Ouro está sendo negociado nas máximas históricas. (Foto: Envato)
  • O bom e velho ouro está vivendo uma fase brilhante no mercado internacional
  • A onça-troy (medida que representa 31,1 gramas) do ouro está sendo cotada a US$ 2,3 mil. Em meados de maio, a cotação chegou a superar a casa dos US$ 2,4 mil – o maior valor da história
  • Especialistas explicam quais as alternativas para o investidor brasileiro incluir o ouro na carteira de investimentos

O bom e velho ouro está vivendo uma fase brilhante no mercado internacional. O investimento é tido como uma peça chave para proteção dos portfólios e ganhou ainda mais valor em meio às volatilidades causadas por um cenário macroeconômico incerto e a acentuação dos conflitos geopolíticos pelo mundo. O resultado? Uma alta superior a 10% no acumulado de 2024.

A onça-troy (medida que representa 31,1 gramas) do ouro está sendo cotada a US$ 2,3 mil. Em meados de maio, a cotação chegou a superar a casa dos US$ 2,4 mil – o maior valor da história.

Como contamos aqui, a escalada do conflito em Israel, somada às dúvidas em relação à economia americana levou a uma busca por proteção e segurança nos investimentos. Um movimento que por si só já direcionaria fluxo de capital para o ouro, um ativo de valor intrínseco, considerado pelo mercado como uma das principais formas de se proteger em momentos de crise.

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“A primeira coisa que chama atenção é que o movimento de alta foi bastante recente e concentrado a partir de meados de março. Em geral, parece-me que o conjunto de razões ajuda a explicar a alta recente, muito mais do que um motivo específico”, explica William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue. “Num mundo tão incerto em termos econômicos e especialmente geopolíticos, o ouro se torna uma alternativa de proteção e diversificação de portfólio.”

Mas não é só isso: esta reportagem do Estadão mostra que bancos centrais de vários países estão atuando para aumentar suas reservas de ouro. O Banco Popular da China, por exemplo, vem de 17 meses consecutivos de compra do metal e, segundo dados oficiais de maio, o volume total das reservas do país já beira 2,3 mil toneladas; pouco mais de um quarto das reservas totais dos EUA.

E parte do mercado espera pela continuidade desse movimento de valorização das cotações. Em relatório publicado em abril, o Goldman Sachs elevou o preço-alvo do metal precioso de US$ 2,3 mil para R$ 2,7 mil ao final de 2024.

Como investir do Brasil?

A alguns meses, os investimentos em ouro também eram encontrados na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), via contratos futuros, nos ativos OZ1D, correspondente a 250 gramas do metal, e o OZ2D, um lote fracionário de 10 gramas. Mas a B3 suspendeu esse tipo de negociação em fevereiro de 2024, dada a “evolução do mercado de capitais, que já conta com outros produtos atrelados ao ouro, como ETF e BDR de ETF, que se mostram mais atrativos aos investidores, com mais liquidez e facilidade operacional”.

Leia mais: Mercado de ouro físico acaba na Bolsa

Agora, investidores brasileiros tem duas alternativas principais para realizar o investimento em ouro: no mercado de capitais por meio de fundos de investimento, ações ou Exchange Traded Funds (ETFs), ou comprando barras físicas do metal em casas especializadas.

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Para Dierson Richetti, especialista em mercado de capitais e sócio da GT CAPITAL, o ouro pode ser uma opção melhor para investidores mais experientes. “Para investidores iniciantes que estão buscando uma educação financeira, que ainda estão montando sua reserva de emergência, aprendendo sobre seu fluxo de caixa, seus primeiros investimentos, é muito mais assertivo fazer alocações em renda fixa, em renda variável, seja ações, seja fundos imobiliários, porque é um início de montagem de portfólio”, explica.

Mas, para aqueles que já têm um portfólio montado, o ouro pode entrar como um mecanismo a mais para oferecer diversificação e proteção à carteira. “Uma das opções é via ETF, o exemplo que eu dou é o GOLD11”, diz Richetti. “Outra opção ainda, que hoje é extremamente acessível no mercado financeiro, é a exposição no mercado internacional. Primeiro você faz a dolarização deste patrimônio e depois pode comprar ETFs ou fundos de investimento lá fora.”

A Economatica levantou o desempenho dos principais ETFs de ouro em 2024. Foram analisados 22 ativos, todos dos Estados Unidos, com exceção do brasileiro GOLD11. Apenas três ativos têm retornos negativos no ano; todo o restante acumula uma alta superior a 8%.

Para quem não quiser fazer a alocação via mercado de capitais, ainda resta a opção de comprar barras de ouro físicas. Diferentemente do papel-moeda, o ouro não sofre com variações de inflação; portanto, levar o metal precioso para casa não representa uma desvantagem do ponto de vista financeiro. Mas é preciso escolher bem onde adquirir o ativo, reforça Mauriciano Cavalcante, diretor de Ouro da Ourominas (OM).

“No mercado de ouro físico existem apenas as instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central e CVM para vender no mercado de balcão. Não recomendamos que os investidores comprem em outras empresas que não sejam autorizadas pelas instituições para a negociação do ouro físico”, afirma.

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