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Investimentos

Ouro supera US$ 3 mil pela 1ª vez na história e bancão acha que pode subir ainda mais

Cotação da onça-troy vem renovando recordes desde 2024; para Goldman Sachs, o ouro poderia chegar a US$ 3,3 mil

Por Luíza Lanza

14/03/2025 | 15:53 Atualização: 14/03/2025 | 15:53

De acordo com a casa de análise SP Angel, o ouro hoje registra alta demanda por ser considerado um refúgio de segurança.
(Foto: Adobe Stock)
De acordo com a casa de análise SP Angel, o ouro hoje registra alta demanda por ser considerado um refúgio de segurança. (Foto: Adobe Stock)

O ouro superou os US$ 3 mil pela primeira vez na história nesta sexta-feira (14). Pressionada pelas tensões comerciais entre Estados Unidos e Europa, a cotação da commodity metálica vem subindo há algum tempo frente à busca de investidores por ativos seguros. O contrato de ouro para abril encerrou a sessão a US$ 3.001 a onça-troy na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

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Os recordes do ouro já vem sendo renovados desde 2024. Até o fechamento de fevereiro, a cotação acumulava uma valorização de 39,20% em 12 meses.

Na avaliação do Goldman Sachs, além do aumento da demanda de investidores em meio às incertezas globais, a demanda de bancos centrais por reservas de ouro também está impulsionando a commodity. “Em janeiro, a demanda de ouro por bancos centrais e outras instituições (exceto EUA) no mercado de balcão de Londres foi forte, com 117 toneladas – a média pré-2022 era de 17 toneladas e a nossa expectativa era de 50 toneladas por mês”, diz o bancão em relatório.

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No fim de fevereiro, Goldman Sachs elevou o preço-alvo da onça-troy para US$ 3,1 mil ao final de 2025 depois que o alvo anterior, de US$ 2890, foi superado. O banco destaca que a cotação do ouro poderia ir além e chegar a US$ 3,3 mil. “A incerteza da política dos EUA pode dar suporte à demanda dos investidores e acreditamos que a compra de ouro por bancos centrais permanecerá estruturalmente mais alta do que antes do congelamento das reservas pelo banco central da Rússia em 2022. Acreditamos que esse seja o caso mesmo após um potencial cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, dado o congelamento de ativos, ter estabelecido um precedente significativo”, diz o relatório.

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