Já as altas nos papéis atrelados à variação do IPCA, conhecidos como IPCA+, foram mais singelas. O maior avanço ocorreu no IPCA+2029, cuja rentabilidade real (acima da inflação) saiu de 6,11% ao ano, na véspera, para 6,13% ao ano. Contudo, o maior prêmio estava no vencimento para 2045, com retorno real de 6,25% ao ano.
De acordo com Maria Luísa Nepomuceno, analista de renda fixa da Nord Research, os prefixados são mais sensíveis às mudanças nas percepções de risco. Já os títulos IPCA+ respondem mais a alterações nas expectativas de inflação.
“O que ocorre com os prefixados é que eles refletem a curva de juros futuros do mercado, que por sua vez reflete os contratos de DI, que é onde são feitas as negociações do mercado. Então, os prefixados são os primeiros a refletir todas as percepções de risco, tanto interno quanto externo”, diz Nepomuceno. “Então o IPCA também vai depender de alterações nas expectativas de inflação de forma mais relevante.”
Vale lembrar que os títulos prefixados e IPCA+ sofrem efeitos de marcação a mercado. Isto significa que o preço desses papéis varia diariamente. Isto significa que, caso o investidor queira vender esses ativos antes do vencimento, poderá ter ganhos ou prejuízos conforme a precificação do mercado. Entretanto, se levados até o vencimento, o rendimento acordado será pago.
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