Entre as commodities, os contratos futuros do petróleo operam em alta de mais de 2% nesta manhã, se recuperando parcialmente das perdas acumuladas nas três últimas sessões. Os preços futuros do minério de ferro, negociados em Dalian, caíram 2,8% na madrugada, cotados aos US$ 96,62 por tonelada.
Por fim, o índice DXY, que mede as variações do dólar frente a outras seis divisas relevantes, recua e reverte parte do forte avanço da sessão anterior.
No Brasil, após as surpresas com o Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano, os dados da produção industrial podem manter um clima mais positivo para os ativos domésticos, já que a expectativa é de um avanço leve do setor industrial em julho.
Ainda no cenário local, os investidores locais podem repercutir a sinalização de que o governo pode propor taxação de lucros e dividendos para preservar o Auxílio Brasil em R$ 600 no próximo ano ou estender a vigência do decreto de calamidade pública caso a guerra da Ucrânia continue, o que abriria mais espaços nos orçamentos para o próximo ano – trazendo preocupações adicionais com a trajetória das contas públicas.
Agenda econômica (02/09)
Brasil: O resultado da produção industrial em julho (9h00) é o único destaque da agenda, e deve mostrar crescimento de 0,6% em julho, após a queda de 0,4% registrada em junho.
EUA: O relatório de empregos, o Payroll de agosto, será divulgado logo cedo (9h30), com expectativas
apontando para a criação de 300 mil novos postos de trabalho. Mais tarde serão divulgadas as encomendas à indústria em julho (11h00) e o relatório semanal de poços e plataformas de petróleo em atividade no país (14h00).
Europa: O índice de preços ao produtor (PPI) da zona do euro saltou 37,9% em julho ante igual mês do ano passado, acelerando frente aos 35,8% observados em junho, segundo dados publicados pela Eurostat, um resultado que veio acima da expectativa de analistas, que previam acréscimo anual de 37%.