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Mercado

Aéreas: ações se recuperam, mas analistas mantêm cautela com o setor

Saiba as opiniões de especialistas sobre como as companhias vão se portar em 2022

Aéreas: ações se recuperam, mas analistas mantêm cautela com o setor
Restrições de viagem e cancelamentos de voos alteram o cenário das recomendações de compra e venda de ações do setor. Foto: Werther Santana/Estadão
  • As ações das companhias aéreas brasileiras fecharam o pregão em alta nesta terça-feira (11), recuperando a queda dos últimos dias. Os papéis das empresas brasileiras do setor listadas no Ibovespa, a Azul (AZUL4) e a Gol (GOLL4), subiram 3,68% e 2,99%
  • Para especialista, o setor acompanhou a recuperação do Ibovespa, que vem caindo fortemente desde o início do ano, mas fechou o dia em alta de 1,80%
  • Segundo analista, alta cotação do dólar e o preço do petróleo afetam as companhias aéreas até mais do que a pandemia neste momento

(Luíza Lanza, Especial para o E-Investidor) – As ações das companhias aéreas brasileiras fecharam o pregão em alta nesta terça-feira (11), recuperando a queda dos últimos dias. Os papéis das empresas brasileiras do setor listadas no Ibovespa, a Azul (AZUL4)e a Gol (GOLL4), subiram 3,68% e 2,99%. Já os da Latam, negociados na Bolsa de Nova York, valorizaram 2,50%.

Para o analista da Inversa, João Gabriel Abdouni, o setor acompanhou a recuperação do Ibovespa, que vem caindo fortemente desde o início do ano, mas fechou o dia em alta de 1,80%. “Essas empresas têm uma volatilidade maior que a média do mercado e por isso tiveram uma alta um pouco superior ao índice”, afirma.

Apesar do resultado positivo do dia, o setor aéreo passa por dificuldades com o aumento do número de casos de covid-19, decorrente da variante Ômicron. Azul e Latam chegaram a cancelar, juntas, 528 voos por falta de tripulação. A expansão do contágio pelo coronavírus e pela gripe tem colocado os funcionários em licenças médicas para cumprir o tempo necessário de isolamento, o que impede a realização de parte das viagens agendados.

O Procon-SP notificou as companhias Azul, Gol e Latam pedindo explicações sobre o cancelamento das viagens. As empresas têm até esta quarta-feira (12) para informar quantos voos foram cancelados e quantos passageiros foram afetados, além de apresentar um plano de contingência para minimizar os danos sofridos pelos consumidores.

Na última semana de 2021, o mesmo movimento foi observado nas companhias aéreas dos Estados Unidos. O avanço da nova onda da pandemia chegou primeiro por lá, ocasionando o cancelamento dos voos.

Entre os dias 27 e 28 de dezembro, os papéis da United Airlines e da American Airlines tiveram baixa de 3% e 2,4%, respectivamente, na Nasdaq, enquanto as ações da Delta Air Lines caíram 2,2% na Bolsa de Nova York.

Para o analista do setor de transportes da Genial, Rômulo Mandarino, existem outros fatores pressionando as ações das empresas aéreas além da pandemia. “É difícil falar que a queda das ações das companhias tem a ver só com os cancelamentos de voos, sendo que a Bolsa inteira está despencando. Mas é um setor muito prejudicado porque tem os custos dolarizados”.

Para o especialista, o mercado ainda está analisando o risco dos investimentos, em um cenário pressionado pelo aumento da taxa de juros do Fed – o banco central dos Estados Unidos – e de grande volatilidade no câmbio. “Você tem aumento dos custos do setor aéreo como um todo e, do outro lado, agora essa redução nos voos, o que afeta a receita. Isso acaba afetando o apetite de investimento no setor”, afirma.

A redução da oferta de voos afeta diretamente as receitas das companhias, que já enfrentam normalmente um problema estrutural de caixa: vendem as passagens em real, mas gastam com combustível e manutenção das aeronaves em dólar.

Para João Gabriel Abdouni, da Inversa, a alta cotação do dólar e o preço do petróleo afetam as companhias aéreas até mais do que a pandemia neste momento.

“As empresas aéreas têm dificuldade de gerar caixa e isso dificulta muito. Como a gente está tendo esse abre e fecha da economia, as receitas vão ficando cada vez mais espremidas. E é natural que num cenário de custos tão altos, onde as receitas estão caindo, que a pressão nas ações seja maior”, explica.

Recomendações de mercado

Para os analistas, as restrições de viagem e os cancelamentos de voos, somados às incertezas da alta do dólar e do ano eleitoral, alteram o cenário das recomendações de compra e venda de ações para os investidores interessados no setor aéreo.

No fim de 2021, a aposta da Genial era de que o ano de 2022 seria um bom momento para compra de ações da Azul e venda de ativos da Gol. Agora, na visão de Mandarino, analista da casa, é melhor aguardar. “É um outro cenário, é preciso esperar para ter mais visibilidade da Ômicron para tirar uma conclusão, saber se vão ter novos impactos mais na frente”.

A Guide Investimentos também revisou o preço-alvo das ações das companhias aéreas brasileiras. O  dos papéis da Azul passaram para R$ 35, enquanto da Gol está em R$ 20, explica o analista da Guide, Rodrigo Crespi.

Na Inversa, Abdouni destaca que esse pode ser um bom momento para ficar de fora das operadores de aeronaves e ir direto na fabricante, a Embraer (EMBR3). Na opinião do analista, a empresa está bem posicionada no mercado de aviões de pequeno porte, setor beneficiado pelo momento atual da economia global.

A Embraer possui ainda 75% das ações da Eve, uma startup de táxi aéreo nos Estados Unidos, que recebeu um aporte de quase US $3 milhões. “Isso faz o investimento na Embraer ser duplamente interessante”, afirma.

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