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Mercado

Hapvida (HAPV3): entenda as causas para a queda no valor das ações

Foram sete dias consecutivos de baixa. No período, as ações da Hapvida fecharam com perdas de até 4% na Bolsa

Hapvida (HAPV3) plano de saúde operadora covid
Fachada de uma unidade de atendimento da Hapvida (HAPV3), em Fortaleza (CE) (Foto: Rebeca Soares/repórter do E-Investidor)
  • A alta dos juros no Brasil tem sido uma das principais razões para a queda no valor das ações da empresa nos últimos dias
  • As acusações de médicos de que a empresa teria pressionado profissionais da saúde receitarem o chamado "Kit Covid" também têm contribuído para as perdas
  • Somente nesta terça-feira (5), o período de queda foi interrompido, quando a Hapvida fechou com uma alta de 0,08%, custando R$ 12,83

Desde o último dia 24 de setembro até o início desta semana, as ações da Hapvida (HAPV3) sofreram com constantes perdas na bolsa de valores. No pregão de segunda-feira (4), a cotação dos papéis da operadora de saúde caiu 4,61%, chegando a R$ 12,82. A derrocada no valor das ações pode estar associado à alta recente na taxa dos juros no Brasil, além das acusações de que a empresa teria pressionado médicos a receitarem medicamentos ineficazes para a covid-19.

Foram sete dias consecutivos de baixa. A perda mais significativa aconteceu no dia 28 de setembro, quando as ações da empresa caíram 5,74%, cotadas a R$ 13,63. Mas o período de queda foi interrompido somente no pregão da terça-feira (5), quando a empresa fechou com uma leve alta de 0,08%, sendo cotada a R$ 12,83.

Nos últimos dias, Hapvida entrou nos holofotes após profissionais da saúde acusarem a empresa de pressionar médicos a receitarem o “kit covid” aos pacientes com coronavírus. No dia 22 de setembro, a operadora foi citada na CPI da Covid, o que ocasionou uma queda de 2% na cotação do valor das ações da companhia.

Segundo Guilherme Martins, o especialista em renda variável da EWZ Capital, a situação enfrentada pela empresa foi uma das principais causas para as perdas registradas no mercado nos últimos dias. “Em setembro, o valor do papel caiu aproximadamente cerca de 10%. Isso foi muito puxado na última semana de setembro após ser citada na CPI da Covid”, afirma.

No domingo (3), a empresa emitiu um comunicado ao mercado informando que “houve uma adesão relevante” da hidroxicloroquina, medicamento sem eficácia comprovada, na rede de atendimento, mas destaca que nunca correspondeu à maioria das prescrições médicas.

“Nas ocasiões em que o médico acreditava que a hidroxicloroquina poderia ter eficácia, sua definição ocorria sempre durante consulta, de comum acordo entre médico e paciente, que assinava termo de consentimento específico em cada caso”, informa o comunicado.

Embora o assunto tenha repercutido negativamente para a empresa, o especialista em investimentos da Inversa Publicações João Abdouni cita outro problema que contribuiu para a perda no valor de mercado: a alta taxa de juros no Brasil. Segundo ele, com o crescimento da taxa nos últimos meses, a empresa terá dificuldades para justificar ao investidor o seu valor de mercado, avaliado atualmente em cerca de R$ 50 bilhões.

“O resultado líquido da empresa nos últimos 12 meses foi de R$ 600 milhões. Logo, a empresa precisa galgar um longo caminho para justificar o preço atual”, destaca. Por essas razões, a Inversa opta por se manter neutra para as ações da operadora de saúde.

As incertezas sobre a fusão da companhia com o Grupo Notre Dame Intermédica também têm sido um dos fatores que contribuíram para queda no valor das ações, na avaliação do analista Rafael Rovai, da Inside Research. “As recentes comunicações do CADE, dizendo que revisarão os principais pontos da fusão com o GNDI (Grupo Notre Dame Intermédica), deixou o mercado, que estava muito otimista com a combinação de negócios, receoso em relação ao sucesso desta movimentação”, destaca.

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