EURO R$ 5,53 -0,29% MGLU3 R$ 2,43 -0,40% ITUB4 R$ 23,58 +0,98% BBDC4 R$ 18,17 +1,79% DÓLAR R$ 5,23 -0,21% IBOVESPA 100.763,60 pts +2,12% VALE3 R$ 78,05 +5,19% GGBR4 R$ 23,50 +1,94% PETR4 R$ 27,98 +6,96% ABEV3 R$ 13,72 +0,95%
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Mercado

Desde 2017, apenas 20% das ações conseguiram superar o Ibov após IPO

Relatório da Guide mostra que o desempenho das ações é inversamente correlacionado ao número de ofertas no ano

Desde 2017, apenas 20% das ações conseguiram superar o Ibov após IPO
80% das empresas não conseguiram superar desempenho do Ibovespa após o IPO. (Foto: Envato)
  • Um levantamento feito pela Guide Investimentos mostra que, das 86 ações que estrearam na B3 desde 2017, apenas 20 tiveram um retorno positivo e somente 18 conseguiram superar o desempenho do Ibovespa no período
  • Ao contrário do cenário que estamos vivendo hoje, durante o período analisado pela Guide predominava na B3 um sentimento de euforia, que aumentava o interesse das companhias em listar as suas ações na Bolsa
  • Entre a parcela de 20% que conseguiu se destacar, é possível observar empresas que mais do que dobraram de tamanho desde a estreia na Bolsa, muitas inseridas em setores novos ou ainda pequenos na B3

A Bolsa de valores brasileira ainda não recebeu nenhuma oferta inicial de ações (IPO) no ano de 2022. Para além do cenário macroeconômico complicado, tanto no Brasil quanto no exterior, o desempenho das empresas que fizeram sua estreia na B3 nos últimos cinco anos também não ajuda a amenizar as preocupações no mercado financeiro.

Um levantamento feito pela Guide Investimentos mostra que, das 86 ações que estrearam na B3 desde 2017, apenas 20 tiveram um retorno positivo e somente 18 conseguiram superar o desempenho do Ibovespa no período – cerca de 20% dos IPOs realizados desde então.

Ao contrário do cenário que estamos vivendo hoje, em que as bolsas se aproximam do “bear market”, termo utilizado pelo mercado para se referir a períodos de queda superior a 20% frente ao pico mais recente, durante o período analisado pela Guide predominava na B3 um sentimento de euforia. Era um momento de precificação alta e investidores atrás de novas oportunidades de investimento, o que aumentava o interesse das companhias em listar as suas ações na Bolsa.

“Entre tantas ofertas, como imaginável, a qualidade das companhias apresentou uma maior variação, com empresas que nem lucro haviam obtido à época, e em sua maioria a preços acima do que havia sido considerado posteriormente como justo pelo mercado, sendo um exemplo do comportamento típico de momentos de euforia”, diz a análise.

O relatório mostra que o desempenho das ações é inversamente correlacionado ao número de ofertas em cada ano do período: naqueles com muitos IPOs, os resultados das empresas no futuro costumam ser piores. Um exemplo disso é o ano de 2018, com apenas três IPOs e todos com performance positiva frente ao índice de referência da Bolsa brasileira. Já 2020 e 2021, que registram 27 e 46 IPOs respectivamente, tiveram apenas resultados negativos.

Entre a parcela de 20% que conseguiu se destacar, é possível observar empresas que mais do que dobraram de tamanho desde a estreia na Bolsa, muitas inseridas em setores novos ou ainda pequenos na B3. Entre elas: Vamos, de locação de veículos pesados; Intelbras, de itens de segurança e painéis solares; e Vittia, de fertilizantes e insumos para o setor agrícola.

“Entre os motivos se deve a vantagem competitiva setorial que a empresa acaba criando quando passa a ser negociada em Bolsa, mas também pela dificuldade de comparabilidade entre seus pares de capital fechado”, destaca o relatório da Guide.

Mas as quedas no valor das empresas não são apenas uma notícia ruim. Na visão da casa de investimentos, diversos ativos que apresentaram queda acentuada são de empresas de qualidade e em setores com potencial de crescer mais que o PIB. Uma janela para quem quiser comprar bons ativos a preços mais atrativos.

“Algumas dessas empresas estão em nossos portfólios, como CBA, Movida, Intelbras e 3R Petroleum ou já estiveram, como Vibra Energia, Rede D’or e Locaweb. Outras que vemos uma boa relação risco/retorno, baseado em nosso estudo, são Vittia Fertilizantes, Boa Safra, Neoenergia, Grupo Soma e Petz”, diz a Guide em relatório.

Os 10 melhores desde 2017

EmpresaTickerRetorno
VamosVAMO371%
3R PetroleumRRRP354%
IntelbrasINTB350%
VittiaVITT339%
GNDIGNDI338%
CBACBAV337%
OrizonORVR335%
Banco InterBIDI429%
LocawebLWSA317%
Grupo SBFSBFG315%

 

Fonte: Bloomberg, B3 e Guide

Os 10 piores IPOs desde 2017

EmpresaTickerRetorno
EnjoeiENJU3-70%
Espaço LaserESPA3-69%
MoblyMBLY3-69%
BrisanetBRIT3-69%
ClearSaleCLSA3-67%
GetNinjasNINJ3-66%
OncoclínicasONCO3-63%
WestwingWEST3-62%
OceanPactOPCT3-61%
InfracommerceIFCM3-60%

 

Fonte: Bloomberg, B3 e Guide

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