Essa deterioração do valor de mercado ocorre em meio à frustração com o balanço financeiro do 1º trimestre de 2025, publicado na véspera, em que o banco reportou um lucro líquido ajustado de R$ 7,37 bilhões, queda de 20,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior (veja mais detalhes nesta matéria). A margem financeira bruta também cedeu 7,2% no período, para R$ 23,8 bilhões, enquanto o custo do crédito subiu 18,9%, para R$ 10 bilhões.
De acordo com o BB, uma nova regra do Conselho Monetário Nacional (CMN) afetou os resultados. Em janeiro de 2025, entrou em vigor a Resolução CMN 4.966/2021, que introduziu mudanças estruturais na contabilização de ativos financeiros e na constituição de provisão para perdas associados ao risco de crédito. Em resumo, os bancos foram obrigados a antecipar provisões por “perda esperada” no balanço, e o Banco do Brasil foi especialmente impactado, já que houve um aumento da inadimplência da carteira do agronegócio – cujas perdas esperadas tiveram que ser antecipadas nos números em função da nova Resolução.
Em reação ao combo de números considerados negativos, as ações BBAS3 afundam 12% no pregão, na maior derrocada do Ibovespa.