Diante do cenário ainda desafiador, o Itaú BBA trabalha com estimativas próximas ao limite inferior do guidance (projeção) de lucro para 2026 do BB. O banco estima um lucro em torno de R$ 4,1 bilhões no trimestre, com ROE de aproximadamente 9%, refletindo a persistência de despesas com provisões, não apenas no crédito rural, mas também nos segmentos de pessoas físicas e pequenas e médias empresas.
Segundo o Itaú BBA casa, o guidance do BB para este ano deve apontar para lucros entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões ou ROE entre 11% e 13%, com uma recuperação mais concentrada no segundo semestre. “Nossa estimativa é de lucro de R$ 22,3 bilhões, assumindo uma abordagem mais conservadora em relação às provisões”, aponta o Itaú BBA.
Entre os bancos analisados, a corretora mantém uma visão mais otimista em relação ao Bradesco (BBDC3;BBDC4). A projeção é que o banco entregue um lucro de R$ 6,4 bilhões no 4T25, correspondente a um ROE de 15%, o que representa melhora sequencial com boa qualidade.
“A expansão da carteira de crédito e a estabilidade das margens ajustadas ao risco, diante de níveis estáveis de inadimplência juntamente com o bom desempenho de serviços e seguros, devem compensar os investimentos contínuos em despesas administrativas”, destaca o BBA.
Para 2026, a casa espera que o guidance do Bradesco indique lucros entre R$ 26 bilhões e R$ 30 bilhões, com ROE entre 15% e 17%. “Nossa projeção é mais construtiva, especialmente para seguros e margens financeiras ajustadas ao risco, motivo pelo qual estimamos lucro de R$ 29,2 bilhões no ano”, diz o relatório.
O BBA também avalia o Nubank (NU) de forma positiva e encara que o banco digital deve divulgar mais um trimestre forte, tanto em termos de indicadores operacionais quanto de rentabilidade. O Itaú BBA projeta lucro de aproximadamente R$ 4,8 bilhões, equivalente a um ROE de 33%.
A avaliação se dá pelo crescimento da carteira de crédito do Nubank, somado à expansão da margem financeira ajustada ao risco e aos indicadores operacionais sólidos no México – fatores que apoiam tanto os resultados atuais quanto as perspectivas de médio prazo.
Já o Santander (SANB11) deve ficar no “meio do caminho”, segundo o BBA. A casa espera um crescimento moderado da carteira de crédito da empresa, impulsionado por fatores sazonais, com expansão anual em torno de 3%, refletindo uma postura mais seletiva. As margens financeiras com clientes devem permanecer estáveis, enquanto resultados negativos da tesouraria podem pressionar o resultado de intermediação financeira.
O custo de risco tende a ficar estável, apesar de leve alta da inadimplência, e o crescimento das receitas deve ser parcialmente compensado por despesas operacionais mais elevadas. Nesse cenário, o BBA estima lucro trimestral de cerca de R$ 4,1 bilhões, com ROE de 17,4%. Para 2026, a projeção de lucro está em R$ 16,9 bilhões, o que representa crescimento de 8%, refletindo margens financeiras ajustadas ao risco mais moderadas.
No segmento de mercados de capitais, a corretora acredita que o BTG Pactual (BPAC11) tende novamente a se destacar com a melhor combinação de lucro e métricas operacionais. O BBA estima lucro de cerca de R$ 4,5 bilhões no trimestre, com ROE de 27%, refletindo bom desempenho em todas as divisões, incluindo banco de investimento, crédito corporativo, gestão de recursos e gestão de ativos. “A expansão da carteira de crédito e da captação líquida deve surpreender positivamente, mesmo em um trimestre que costuma ser mais fraco sazonalmente”, acrescenta o relatório.
Veja a seguir as projeções consolidadas do Itaú BBA para grandes bancos no 4T25: