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Mercado

O que esperar do BDR da Microsoft (MSFT34) e da Sony (SNEC34) com a nova geração de consoles?

Ações devem se beneficiar no longo prazo, segundo especialistas

Logo do PlayStation e do Xbox
Logo do PlayStation e do Xbox. Foto: Jonathan Alconr/Reuters
  • Nova geração de videogames chega ao mercado na mesma época em que os pequenos investidores passam a ter acesso a BDRs
  • Apesar da grande demanda pelo Xbox Series X/S e PlayStation 5, os BDRs da Microsoft e da Sony não devem ser impulsionados no curto prazo, pois a receita das companhias não depende dos games
  • Ações devem se beneficiar no longo prazo e investidor deve apostar na empresa que enxerga mais destaque

Após sete anos do lançamento do Xbox One e do PlayStation 4, a nova geração de consoles da Microsoft e da Sony está programada para chegar ao mercado em novembro deste ano. Ao mesmo tempo, corre em paralelo o lançamento das novas regras sobre o acesso aos BDRs (Brazilian Depositary Receipts) para as pessoas físicas, que permitirá, a partir de outubro, o acesso do pequeno investidor aos 559 BDRs disponíveis para negociação na bolsa brasileira. O da Microsoft (MSFT34) e o da Sony (SNEC34) estão entre eles.

Na última quarta-feira (9), logo após a divulgação do preço do Xbox Series X/S, a MSFT34 encerrou o pregão em alta de 3,94%, cotado em R$ 1.128,83, e a SNEC34 subiu 0,93%, a R$ 410,13. No ano, os ativos têm alta acumulada de 73,67% e 47,13%, respectivamente.

Nesta semana, a PlayStation fará um evento digital e promete novidades sobre os games da marca. Para saber quais são as perspectivas para os papéis com o lançamento do Xbox Series X/S e do PlayStation 5, o E-Investidor conversou com especialistas do mercado.

Novos consoles não devem impulsionar os BDRs

O BDR é um certificado de outro valor mobiliário emitido por companhias estrangeiras de capital aberto. Isso significa que, ao comprar o produto, o investidor deve entender que o título tende a replicar o comportamento da ação original e está sujeito aos mesmos riscos de qualquer outro papel de renda variável.

Apesar de ser esperada uma grande demanda para o Xbox Series X/S e o PS5, os especialistas acreditam que o lançamento não deve impactar de forma relevante o desempenho dos papéis no curto prazo. “Em tese, não deve mudar nada, até porque se quebrar a receita das duas empresas elas não são dependentes dos games”, afirma Breno Bonani, analista da Avenue.

As vendas dos consoles de ambas as companhias representam cerca de 30% do seu faturamento total. Porém, no caso da Microsoft, a porcentagem é fatiada entre o Xbox e outros três produtos. Portanto, o peso do console se torna menor ainda. Gustavo Cruz, estrategista da RB investimentos, explica que mesmo que as vendas surpreendam, não há motivo para as ações das companhias saltarem, assim como os seus respectivos BDRs. “Pode surtir um efeito de alavancagem nos papéis, mas pouco”, diz Cruz.

Além disso, Microsoft e a Sony estão entre as empresas de tecnologia que têm sofrido uma forte correção de preço junto com todas as outras do setor nos EUA, o que deve limitar as altas. “É um momento de pressão para elas. No curto prazo temos um pouco de pé atrás”, diz o estrategista da RB.

O momento exige cautela para os investidores que desejam apostar nas empresas e os riscos e diferenças entre as companhias devem ser ponderados. “A Sony é mais sensível as vendas do console. Uma decepção afeta bem mais, mas uma superação das expectativas também traz possibilidades de ganhos”, afirma Cruz.

Para quem deseja apostar na nova geração dos videogames, Bonani ressalta que as melhores oportunidades estão nas desenvolvedoras de jogos, como a Activision (ATVI34), EA (EAIN34) e Take-Two (T1TW34), e não nas empresas dos consoles. “Elas têm receita garantida, pois são lançadas para as duas plataformas”, diz o Analista da Avenue.

Longo prazo

Ainda que no curto prazo as ações não sejam impulsionadas, o lançamento do Xbox Series X/S e do PS5  devem beneficiar os papéis no longo prazo. O motivo? Os consoles devem ficar no mercado por vários anos, assim como seu antecessor, têm preço acessível e a demanda por novidades está tão reprimida que as vendas devem ser altas por um bom tempo.

Considerando o fato das duas empresas serem concorrentes diretas, o investidor deve apostar na companhia que acredita ter mais condições de se destacar no longo prazo. “Esperamos vendas fortes para as duas empresas, mas o investidor tem que aplicar naquele que ele acredita que vai se sair melhor”, diz Bonani.

Cruz salienta que vender mais não significa que uma companhia “venceu” a outra. O que importa é quanto a empresa consegue fazer de receita com cada console. “O investidor precisa ficar atento às estratégias de negócio, além do número de consoles vendidos”, afirma o estrategista.

Na avaliação dos especialistas, Microsoft sai na frente da Sony. A aposta é reflexo da tendência de que tudo seja cada vez mais virtual e menos físico – uma das principais apostas da companhia, como o OneDrive, por exemplo, um sistema de armazenamento em nuvem. “A Microsoft já tem toda a estrutura necessária para aplicar no console. A Sony não. Ou seja, o seu console deve ser mais lucrativo mesmo que venda menos unidades, pois tudo que os jogadores precisarem  terão acesso diretamente via o próprio Xbox”, diz Cruz.

Ações devem se beneficiar no longo prazo e investidor deve apostar na empresa que enxerga mais destaque

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