As bolsas da Ásia fecharam sem direção única nesta sexta-feira, com perdas em Tóquio após dados negativos no Japão. Os mercados chineses, por outro lado, encerraram em alta e terminaram um agosto marcado por forte valorização, diante de especulações sobre possíveis medidas de estímulos no país.
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“Novas discussões sobre estímulos, após dados mais fracos em meados de agosto, parecem ter apoiado investidores que seguem tendências a apostar no movimento de alta das ações chinesas, com mais de US$ 4 bilhões em entradas só na última semana”, comentam estrategistas do TD Securities em relatório.
Neste cenário, o índice Xangai Composto fechou hoje com ganho de 0,37%, a 3.857,93 pontos, depois de ter alcançado maior nível em 10 anos no começo da semana. O menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,51%, a 2.443,68 pontos, na sessão. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 0,32%, a 25.077,62 pontos.
Outras praças asiáticas, porém, tiveram dificuldades em ecoar o ímpeto positivo na segunda maior economia do planeta. Em Taiwan, o índice Taiex cedeu 0,01%, a 24.233,10 pontos. Já o sul-coreano Kospi perdeu 0,32%, a 3.186,01 pontos.
Em Tóquio, o Nikkei recuou 0,26%, a 42.718,47 pontos. A produção industrial do Japão caiu 1,6% em julho ante junho, em meio a incertezas tarifárias. Já a inflação ao consumidor na capital japonesa arrefeceu na comparação anual do mês passado.
Apesar disso, o papel da Mitsubishi Corporation subiu 1,30%, após a Berkshire Hathaway, de Warren Buffet, elevar a participação na empresa para além de 10%.
No médio, as ações japonesas devem se beneficiar da retomada dos cortes de juros do Federal Reserve (Fed), do crescimento da demanda doméstica e do avanço das reformas de governança corporativas, prevê o especialista de portfólio Daniel Hurley, da T. Rowe Price.
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Na Oceania, o índice S&P/ASX 200, de Sydney, teve leve queda de 0,08%, a 8.973,10 pontos.
Bolsas da Europa abrem perto da estabilidade
As bolsas europeias abriram perto da estabilidade, com leve viés negativo, à medida que os mercados digerem indicadores na região e se posicionam para a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) nos EUA nesta manhã.
As vendas no varejo na Alemanha caíram bem mais que o previsto em julho, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) da França cresceu no ritmo esperado no segundo trimestre.
No início das negociações, a Bolsa de Londres caía 0,07%, Frankfurt cedia 0,03%, Paris baixava 0,03% e Milão perdia 0,08%. Lisboa tinha alta marginal de 0,03%.