Em Nova York, os contratos futuros do S&P 500 (índice que reúne as 500 maiores empresas listadas nas bolsas americanas) recuam pela primeira vez em 2026. Já o Nasdaq (índice com forte peso de empresas de tecnologia) reduz parte das perdas após sinais de que a China pode autorizar a importação dos chips H200, desenvolvidos pela Nvidia, uma das maiores fabricantes globais de semicondutores e referência em soluções para inteligência artificial.
Em outros mercados, o dólar apresenta leve valorização frente a outras moedas, enquanto os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida pública dos Estados Unidos, considerados os ativos mais seguros do mundo) avançam de forma moderada. Na contramão, os metais preciosos recuam, com quedas tanto do ouro quanto da prata, refletindo menor busca por proteção.
Entre as principais commodities (matérias-primas com preços definidos no mercado internacional), os contratos futuros do petróleo sobem, impulsionados pelos planos do governo americano de ampliar o controle sobre o setor petrolífero da Venezuela. Já o minério de ferro passou por um leve ajuste negativo durante a madrugada na bolsa de Dalian, na China, com recuo de 0,37%, para US$ 116,18 por tonelada.
Esse conjunto de ajustes no exterior tende a pressionar os ativos brasileiros no curto prazo. Ainda assim, o patamar elevado das principais commodities segue como um fator favorável para as grandes companhias listadas na B3. Não por acaso, há pouco, o EWZ – principal ETF (fundo de índice negociado em bolsa) que replica o desempenho do mercado acionário brasileiro nos Estados Unidos – operava próximo da estabilidade.