Já no recorte anual, o prejuízo da Braskem foi de R$ 12 bilhões, alta de 146% em relação a 2023. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 16,6 bilhões, 390% pior do que no acumulado do ano anterior, enquanto a dívida líquida ajustada cresceu 21%, para US$ 6,2 bilhões. Na outra ponta, também tiveram os avanços de 10% na receita líquida de vendas e de 38% na geração operacional de caixa.
De acordo com a empresa, a variação cambial negativa em 2024 impactou o resultado financeiro em R$ 11,5 bilhões – o que explica, em parte, a queda nos lucros. A Braskem também ressalta outros fatores, como a diminuição dos preços de petroquímicos e a queda de demanda por resinas no mercado brasileiro.
“Trimestre para esquecer”
Para a XP Investimentos, foi um “trimestre para esquecer“. O EBITDA no 4T24 ficou 68% abaixo das estimativas da casa e o aumento da dívida líquida no período (US$ 338 milhões) equivale a 20% do valor de mercado da empresa. Entretanto, os analistas Regis Cardoso e Helena Kelm, que assinam o relatório, fazem também um “mea culpa”: acreditaram que os efeitos do aumento das tarifas de importação de petroquímicos no Brasil e a valorização do dólar acabariam beneficiando a companhia, o que pode ter tornado as projeções “otimistas demais”. A XP possui recomendação neutra para as ações da Braskem.
O Safra também leu o balanço como “medíocre”. “Um declínio acentuado que foi em grande parte atribuído ao fraco desempenho em todas as operações e provisões adicionais”, diz a instituição financeira, em relatório.
Até às 12h41, as ações BRKM5 caíam 4,14%, aos R$ 11,57, com os investidores repercutindo os resultados do trimestre.
*Com informações do Broadcast