A receita do banco, por sua vez, caiu 30% na base anual dos três meses encerrados em setembro, a 3,8 bilhões de francos suíços. Neste caso, as projeções apontavam para 3,99 bilhões de francos suíços.
O CEO do banco, Ulrich Körner, admitiu que os resultados foram “decepcionantes” para investidores e anunciou que uma reestruturação será feita na companhia. “Nosso novo modelo integrado será focado em Wealth Management (gestão de fortunas), banco suíço, bem como gestão de ativos e reestruturaremos radicalmente o banco de investimentos, fortaleceremos o capital e aceleraremos nossa transformação de custos”, disse.
O Credit Suisse enfrenta uma crescente crise de confiança após uma série de escândalos financeiros e o colapso de investimentos arriscados. Nos últimos anos, a empresa realizou apostas que se mostraram erradas, entre elas empréstimos de mais de US$ 30 bilhões ao fundo Archegos Capital Management, que entrou em falência. Uma investigação independente concluiu que houve falhas na gestão de riscos, levando à demissão de pelo menos nove executivos.
Cálculos de diferentes instituições sugerem que o banco suíço precisa entre US$ 4 bilhões e US$ 9 bilhões para se capitalizar.