O aumento da commodity tende a pressionar a inflação naquele país (e no mundo), mexendo também com as expectativas de corte de juros em 2026. Amanhã sai a decisão do comitê de política monetária do Federal Reserve, o banco central dos EUA, sobre a taxa básica americana.
Na ausência de sinais imediatos de reabertura do Estreito de Ormuz, a tendência é que o petróleo continue subindo, segundo o chefe de estratégia de commodities do Banco ING, Warren Patterson. “No nosso cenário-base, inicialmente presumimos que começaríamos a ver uma retomada gradual dos fluxos pelo Estreito de Ormuz em abril”, disse Patterson, em nota. “No entanto, isso claramente não se concretizou.”
Agora, o ING pressupõe que os fluxos de petróleo pelo estreito começarão a ser retomados lentamente em maio e junho e permanecerão abaixo dos níveis anteriores ao conflito no Oriente Médio durante a maior parte do ano.
Às 10h50 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para junho avançava 3,23% na Nymex, a US$ 99,47, enquanto o do Brent para julho subia 2,26% na ICE, a US$ 103,93.
Bolsas de NY na defensiva
As Bolsas de Nova York operam sem direção única nesta terça-feira, em meio ao impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã, enquanto investidores aguardam balanços trimestrais da GM e da Visa, além de dados sobre confiança do consumidor nos EUA.
Às 10h50 (de Brasília), o Dow Jones subia 0,31%, enquanto o S&P 500 caía 0,42% e o Nasdaq recuava 0,96%.
Treasuries e dólar
Os rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo americano, Treasuries, operam em alta nesta terça-feira. Investidores aguardam leilões do Tesouro americano, de US$ 44 bilhões em T-notes de 7 anos e US$ 30 bilhões em notas de juro flutuante (FRNs) de 2 anos.
Às 10h50 (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos subia a 3,840%, o da T-note de 10 anos avançava a 4,364% e o do T-bond de 30 anos aumentava a 4,960%.
No câmbio, o dólar subia ante o euro e a libra nesta terça-feira, mas permanecia perto da estabilidade frente ao iene, após o Banco do Japão (BoJ) manter a taxa básica de juros em 0,75% ao ano e elevar suas projeções de inflação.
Às 10h50 (de Brasília), o euro caía a US$ 1,170, a libra recuava a US$ 1,349 e o dólar avançava marginalmente em relação à divisa japonesa, a 159,52 ienes. Já o índice DXY do dólar, que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes, tinha alta de 0,19%, a 98,68 pontos.
Frente o real, no mesmo horário, o dólar operava próximo da estabilidade, com leve alta de 0,04%, ainda abaixo dos R$ 5, na casa dos R$ 4,98 na venda.
*Com informações da Broadcast