A notícia reforçou a tese de investimento em torno dos papéis da Embraer. O Itaú BBA, por exemplo, estima que o pedido de jatos executivos possa ajudar no crescimento do EBITDA (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em pelo menos 10% ao ano até 2028. Se isso ocorrer, a taxa interna de retorno (TIR) da Embraer será de 15%, nos cálculos do banco.
“A ação continua sendo uma tese subestimada, com alta liquidez (volume médio diário negociado de R$ 300 milhões), bom momento e tendências positivas na revisão de lucros, reforçando nossa convicção na Embraer como uma de nossas principais recomendações”, escreveram os analistas do Itaú Daniel Gasparete, Gabriel Rezende e Pedro Tineo em relatório divulgado na quarta (5).
A Ágora Investimentos também possui a mesma visão sobre a companhia brasileira. Segundo a corretora, o acordo de US$ 7 bilhões reforça a demanda para o segmento de aviação executiva e pode gerar um valor presente líquido (VPL) de US$ 383 milhões.
“A forte demanda por jatos executivos pode ajudar a sustentar o poder de precificação da Embraer no segmento e também pode justificar uma expansão de capacidade pela empresa”, disse a corretora que reforça a recomendação para o papel.
Vale lembrar que as ações da Embraer (EMBR3) encerraram 2024 com a maior valorização do Ibovespa. Enquanto o principal índice da B3 acumulou perdas de 10%, os papéis da companhia brasileira subiram 179,57% durante o ano. Em 2025, as ações sobem mais de 18%.