O resultado acima do esperado do payroll reforçou a estimativa de que os juros continuarão subindo nos Estados Unidos a um ritmo mais intenso, sugerido um Fed mais agressivo. Ao mesmo tempo, parte do mercado interpretou o resultado de outra forma, no sentido de que a economia ainda dá sinais de força, mesmo com inflação e juros em alta, aliviando temores de recessão.
Assim, após uma abertura em queda, as bolsas em Nova York tiveram uma sessão volátil, e fecharam sem um viés único. Já os mercados acionários da Europa registraram ganhos em sua maioria, após uma abertura em baixa.
Aqui no Brasil, foi divulgado o IPCA do mês de junho. A inflação foi de 0,67%, ligeiramente abaixo do esperado. Mas a reação aos números do IPCA de junho foi limitada pelas incertezas trazidas do exterior e o Ibovespa fechou em queda de 0,44% aos 100.289 pontos com giro financeiro de R$ 17,3 bilhões, abaixo da média recente, refletindo a postura mais cautelosa do investidor local.
Já no mercado de câmbio, o real se valorizou em meio a relatos de correção técnica e com as commodities em alta. Ao término da sessão, o dólar frente ao real tinha queda de 1,44%, cotado a R$
5,27. No entanto, esse forte alívio no câmbio não foi observado no mercado de juros futuros. As taxas
fecharam em alta firme, em meio a dúvidas fiscais e inflacionários em virtude dos efeitos da PEC dos
Auxílios e diante da aceleração dos juros treasuries norte-americanos.
Na agenda econômica local da semana que vem, serão divulgados os resultados de serviços e comércio de maio. No exterior, destaque para os dados de inflação nos EUA e para o PIB da China do 2o trimestre.