As chances de uma alta de 1 p.p. do juro na reunião deste mês se tornaram majoritárias. Diante da desaceleração da economia americana, um Fed mais agressivo no combate à inflação eleva os temores de recessão nos EUA. Economistas, inclusive, já começaram a revisar as expectativas de PIB para baixo. Quanto ao livro Bege, o documento mostrou que a atividade econômica nos EUA se expandiu em ritmo moderado desde meados de maio, com vários distritos relatando sinais crescentes de desaceleração da demanda. Do lado da inflação, notícias ruins. Os preços subiram em todos os distritos e estágios de consumo. Para os mercados, o dia foi de intensa volatilidade.
Após muita oscilação ao longo do dia, as bolsas europeias e americanas encerraram no campo negativo. No Brasil, os investidores começaram o pregão com os dados decepcionantes do varejo. As vendas no varejo avançaram 0,1% na variação mensal em maio, ficando bem aquém das expectativas dos analistas (+1%).
Apesar disso, o Ibovespa se manteve em alta durante boa parte da manhã, impulsionado principalmente por ações ligadas a commodities, em função dos dados mais favoráveis na China que foram reportados na madrugada (balança comercial). Ao longo da tarde, o viés mais negativo preponderou com o índice acompanhando o movimento dos pares americanos. Ao final do pregão, o Ibovespa era negociado aos 97.881 pontos, com queda de 0,40% e giro financeiro de R$ 20,7 bilhões. O dólar vs. real, por sua vez, fechou em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,41.