A última sessão da semana encerrou majoritariamente no negativo para as principais bolsas globais, com exceção do FTSE, em Londres, que apresentou leve alta. As quedas generalizadas aconteceram um dia depois da inflação ao consumidor (o CPI), na zona do euro, ter minimizado as preocupações quanto ao ritmo de elevação dos juros, com a leitura do mercado de que o Banco Central Europeu poderia ser moderado em sua política monetária, uma vez que o indicador de inflação veio em linha com as estimativas.
Porém, hoje, o que se viu, foi novamente uma renovação dos temores, em resposta ao maior salto em um mês na série histórica do PPI (inflação ao produtor) da Alemanha, que avançou 37,2% em um ano, superando consideravelmente as estimativas. Diante deste contexto, o dia foi típico de aversão ao risco, com o dólar se fortalecendo contra moedas fortes, alta dos Treasuries e queda das bolsas. Em NY, destaque negativo para o Nasdaq, que recuou 2%.
Aqui no Brasil, após o ímpeto recente do Ibovespa, hoje, a escassez de indicadores relevantes, com exceção da 2a prévia de agosto do IGP-M, que mostrou recuou no indicador em 0,57% e ficou em segundo plano, o principal índice da bolsa brasileira seguiu os mercados internacionais e realizou lucros, com os setores de construção civil, varejo e tecnologia como destaques negativos.
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Além da realização de lucros, devido as altas recentes, corroborou para o comportamento negativo dos setores à abertura da curva de juros, com avanço para os DIs futuros de vencimentos de médio e longo prazo.
Assim, o Ibovespa encerrou a sessão com queda de 2,04% aos 111.496 pontos, e um giro financeiro de R$ 28,2 bilhões, impulsionado pelo vencimento de opções de ações. A queda de hoje foi também justificada pela queda das ações da Petrobras, após uma série de altas nas últimas sessões. Por fim, o dólar ante o real, operou grande parte do dia no positivo, acompanhando o índice DXY, porém, próximo ao fim da sessão, oscilou entre altas e baixas e encerrou próximo a estabilidade, levemente no negativo aos R$ 5,17.
Na próxima semana, o destaque da agenda econômica será, no Brasil, o IPCA-15 de agosto, que deve mostrar novamente o enfraquecimento da inflação local. Teremos também os dados de mercado de trabalho do Caged. No exterior, o PMI composto da zona do euro e do Reino Unido de agosto serão monitorados.
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