No pano de fundo, além das incertezas relacionadas à Venezuela, seguem no radar as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a ameaçar a anexação da Groenlândia, reacendendo preocupações geopolíticas e diplomáticas.
Nos demais mercados globais, o dólar opera próximo da estabilidade frente a outras moedas fortes. O mesmo comportamento é observado nos Treasuries, os títulos da dívida do governo americano, cujos rendimentos (yields) permanecem praticamente inalterados. Já o ouro, tradicional ativo de proteção em momentos de incerteza, registra queda nas cotações.
Entre as commodities, bens primários negociados globalmente, os contratos futuros do petróleo recuam cerca de 1,5%, ampliando perdas recentes. O movimento ocorre após comentários de que autoridades interinas da Venezuela estariam dispostas a entregar entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, o que aumentaria a oferta global da commodity.
Em contraste, os preços futuros do minério de ferro dispararam durante a madrugada na bolsa de Dalian, na China, com alta de 4,09%, alcançando US$ 118,56 por tonelada, impulsionados por expectativas de demanda e estímulos ao setor industrial chinês.
No mercado doméstico, o cenário também sugere cautela.
Após encerrar o pregão anterior no segundo maior nível da história, o Ibovespa pode passar por um ajuste nesta sessão. Esse viés já aparece nos ADRs (American Depositary Receipts, certificados negociados em bolsas americanas que representam ações de empresas brasileiras) das principais companhias do País, bem como no EWZ, o principal ETF (Exchange Traded Fund, fundo de índice negociado em bolsa) que replica o desempenho do mercado acionário brasileiro no exterior, ambos operando com tendência de queda.