O movimento reflete uma postura mais cautelosa dos investidores, que aguardam a divulgação do dado oficial de inflação dos Estados Unidos, indicador-chave para a trajetória dos juros, além do início da temporada de balanços corporativos, período em que as empresas listadas divulgam seus resultados financeiros, com destaque inicial para os grandes bancos.
Nos demais mercados globais, o dólar se mantém relativamente estável frente às principais moedas internacionais, após registrar ontem sua maior queda desde o feriado de Natal.
Ao mesmo tempo, os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida pública dos Estados Unidos, considerados ativos de referência para o mercado global) recuam, enquanto o ouro, tradicional ativo de proteção em momentos de incerteza, permanece próximo de sua máxima histórica.
Entre as commodities, os contratos futuros do petróleo avançam para o maior patamar desde novembro. A alta ocorre após Trump sinalizar a possibilidade de impor tarifas de 25% a países que mantenham relações comerciais com o Irã, o que adiciona um prêmio geopolítico aos preços, isto é, uma valorização associada ao aumento do risco internacional, que reacende preocupações sobre a estabilidade da trégua comercial entre Estados Unidos e China.
Em sentido oposto, os contratos futuros do minério de ferro recuaram 0,24% na madrugada na bolsa de Dalian, na China, encerrando a US$ 117,52 por tonelada.
No cenário doméstico, há escassez de vetores próprios capazes de direcionar os preços dos ativos. Assim, o comportamento dos mercados internacionais tende a ditar o ritmo dos negócios no Brasil também ao longo desta sessão.