A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda aumentou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 de 2,2% para 2,3%. A estimativa para o PIB de 2026 foi reduzida de elevação de 2,4% para 2,3%.
Nos Estados Unidos, o índice de sentimento do consumidor, elaborado pela Universidade de Michigan, avançou de 56,4 em janeiro a 57,3 na leitura preliminar de fevereiro, informou a própria instituição nesta sexta-feira. Analistas ouvidos pela FactSet previam 54,3.
As expectativas para a inflação em 12 meses passaram de 4,0% em janeiro a 3,5% em fevereiro. Já para o intervalo de cinco anos, as expectativas de inflação passaram de 3,3% em janeiro a 3,4% em fevereiro.
Nesta sexta-feira, em discurso na Brookings Institution, o vice-presidente do Federal Reserve (Fed), Philip Jefferson, afirmou estar “cautelosamente otimista em relação às perspectivas econômicas” dos Estados Unidos, ao avaliar que a atividade segue resiliente e que há sinais de acomodação gradual dos desequilíbrios macroeconômicos.
Na sessão de quinta-feira (5), o Ibovespa havia fechado em leve alta de 0,18%, aos 182.035,83 pontos, em um dia de agenda intensa no Brasil e no exterior. O desempenho foi influenciado principalmente pela reação positiva ao balanço do Itaú (ITUB3; ITUB4) referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25), além da divulgação do saldo da balança comercial de janeiro.
Ibovespa hoje: os principais destaques do mercado de ações nesta quinta-feira (5)
Bolsas no exterior
Os mercados das bolsas de Nova York fecharam em alta, após perdas em ações de tecnologia no dia anterior. O Dow Jones subiu 2,47%, o S&P 500 ganhou 1,97% e o Nasdaq marcou alta de 2,18%.
No câmbio, o dólar recuou 0,22% ante moedas desenvolvidas. O iene cedeu antes das eleições gerais no Japão que devem solidificar o poder da primeira-ministra Sanae Takaichi, o que impulsionou a bolsa de Tóquio. O índice japonês Nikkei fechou em alta de 0,8%, aos 54.253,68 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu 1,2%, aos 26.559,95 pontos, enquanto o índice sul-coreano Kospi caiu 1,4%, a 5.089,14 pontos.
Referenciais do mercado continental da China, o índice chinês Xangai Composto fechou em baixa de 0,25%, aos 4.065,58 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto ficou estável, aos 2.649,57 pontos.
O Taiex, de Taiwan, recuou 0,1%, aos 31.782,92 pontos. Na Oceania, a bolsa australiana caiu e o índice S&P/ASX despencou 2%, para 8.708,80 pontos.
As bolsas europeias fecharam em alta. O FTSE 100 subiu 0,59%, a 10.369,75 pontos, acumulando quase 2% de alta na semana. Em Frankfurt, o DAX avançou 0,93%, a 24.719,80 pontos, e teve elevação de 1,69% na semana. Em Paris, o CAC 40 avançou 0,43%, a 8.273,84 pontos, e 2,51% na semana. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,27%, a 8.890,30 pontos, e quase 3% na semana. Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 1,11%, a 17.943.30 pontos, e cerca de 1% na semana. O FTSE MIB teve alta de 0,13% em Milão, a 45.877,20 pontos, e 1,78% na semana.
Commodities
O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) avançou 0,41%, a US$ 63,55 o barril. Já o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), teve alta de 0,74%, a US$ 68,05 o barril.
O contrato mais negociado do minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para maio de 2026, fechou em queda de 1,23%, cotado a 760,5 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 109,6. O segundo contrato mais negociado, para setembro de 2026, terminou o pregão em baixa de 1,39%, a 742,5 yuans, o equivalente a US$ 107,01 por tonelada.
Dados de inflação são divulgados
O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI ), que registra a alta de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços ao consumidor final, avançou 0,20% em janeiro, após uma elevação de 0,10% em dezembro.
Os números ficaram abaixo da mediana de 0,24% das estimativas em pesquisa feita pelo Projeções Broadcast. Com o resultado, o IGP-DI acumula avanço de 0,20% no ano e recuo de 1,11% em 12 meses.
Os aluguéis residenciais aumentaram 0,65% em janeiro, após terem subido 0,51% em dezembro. O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) acumulou uma alta de 5,62% nos 12 meses até janeiro, ante um avanço de 8,85% nos 12 meses encerrados em dezembro. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
Balanço do Bradesco supera expectativas
O mercado repercutiu o balanço do Bradesco (BBDC3;BBDC4), que fechou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões, alta de 20,6% na comparação anual. Na avaliação da XP Investimentos, o resultado veio acima das expectativas e reforçou a leitura de que a empresa avança em um processo de recuperação estrutural.
Mesmo com a leitura positiva, as ações do Bradesco recuaram no dia: os papéis ordinários (BBDC3) cederam 1,98% a R$ 17,81, enquanto os preferenciais (BBDC4) caíram 2,55% a R$ 20,61.
Esses e outros dados do dia ficaram no radar de investidores e impactaram as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa hoje.
*Com informações de Patricia Lara, Ana Paula Machado, Luciana Xavier e Silvana Rocha, da Broadcast