O Ibovespa hoje concentra indicadores econômicos relevantes, como vendas do varejo e produção de veículos no Brasil, além dos resultados da atividade industrial na Europa e nos Estados Unidos. Lá fora, repercute o sinal de alívio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre tensões com o Irã, que desencadeia um tombo dos preços do petróleo.
Ainda na agenda econômica hoje, o vice-presidente Geraldo Alckmin participa do programa “Bom dia, Ministro”. O Tesouro realiza leilão de Nota do Tesouro Nacional série F (NTN-F, título de renda fixa) e de Letras do Tesouro Nacional (LTN, títulos prefixados).
Nos EUA, o diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) Michael Barr participa de painel de discussões sobre stablecoins; e o presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, fala em evento da Câmara do Comércio de Virgínia.
Ainda hoje, os bancos americanos Goldman Sachs, Morgan Stanley e a BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, divulgam resultados corporativos.
Ibovespa hoje: os destaques do mercado de ações nesta quinta-feira (15)
Bolsas globais reagem a sinais de distensão entre EUA e Irã
O mercado internacional reage a sinais de distensão entre EUA e Irã. Declarações do presidente Donald Trump de que o regime iraniano teria interrompido execuções de manifestantes reduzem a percepção de risco de uma ação militar.
Os juros dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) e odólar hojeoscilam próximos da estabilidade, em meio ao tom mais ameno de Trump ao afirmar também que não pretende demitir o presidente do Fed, Jerome Powell, apesar da investigação em curso.
Já os futuros das bolsas de Nova York sobem, enquanto na Europa os mercados operam sem direção única, após o presidente americano anunciar tarifa de 25% sobre alguns semicondutores e sinalizar medidas sobre minerais críticos.
A Groenlândia segue no foco após reunião sem acordo entre Dinamarca, Groenlândia e EUA, com anúncio de envio de militares europeus à ilha.
Varejo ampliado deve crescer 0,4% em novembro
A mediana das estimativas do mercado indica crescimento de 0,4% para as vendas do varejo ampliado em novembro, após expansão de 1,1% em outubro. As estimativas para esta leitura vão de queda de 0,4% a avanço de 1,5%.
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Na comparação com novembro de 2024, a mediana indica queda de 0,7%, após recuo de 0,3% em outubro. As projeções para esta leitura vão de recuo de 1,9% a alta de 2,2%.
O economista da Genial Investimentos, Yihao Lin, projeta alta de 0,3% para as vendas do varejo ampliado em novembro. O crescimento mais modesto em relação a outubro, segundo ele, deve refletir os efeitos do juro alto sobre o consumo, o que também deve referendar um crescimento econômico mais fraco nos meses finais de 2025.
“Em termos de Produto Interno Bruto do último trimestre, devemos ter um serviço ainda resiliente por conta do mercado de trabalho aquecido, mas segmentos dependentes do crédito saem penalizados por conta do ciclo monetário. Vejo o varejo como um driver de moderação do crescimento”, avalia.
Já a mediana das previsões do mercado indica alta de 0,2% para as vendas do varejo restrito em novembro, na margem, desacelerando em relação à expansão de 0,5% observada em outubro. As estimativas para esta leitura vão de queda de 1% a alta de 0,9%.
Petróleo despenca mais de 4% com Trump e Irã
Os contratos futuros do petróleo recuam mais de 4% diante de sinais de distensão entre Estados Unidos e Irã, após declarações do presidente norte-americano indicando redução do risco de ação militar. Às 7h10, o WTI para fevereiro caía 4,42%, a US$ 59,28 o barril, enquanto o Brent para março recuava 4,37%, a US$ 63,61 o barril.
Entre as commodities hoje, o minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para maio de 2026, fechou em queda de 1,03%, cotado a 813 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 116,57.
Os American Depositary Receipts (ADRs, recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas) da Vale (VALE3) mostravam estabilidade no pré-mercado de Nova York nesta manhã. Já os ADRs da Petrobras (PETR3; PETR4) recuavam 0,63%.
Também entram no radar os desdobramentos das tensões entre EUA e Irã, que preocupam o agronegócio, e a sobretaxa de 25% anunciada por Trump.
No front institucional, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reuniu-se com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no dia da segunda fase da Operação Compliance Zero, sem comentar o encontro.
O ministro do STF Dias Toffoli determinou que os materiais apreendidos sejam enviados à PGR para análise. Um segundo processo sigiloso sobre a liquidação do banco Master tramita no TCU; o BC pediu acesso, ainda não concedido, enquanto advogados da instituição já atuam no caso.
Esses e outros dados do dia ficam no radar de investidores e podem impactar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa hoje.
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*Com informações de Silvana Rocha e Luciana Xavier, do Broadcast