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Mercado

Por que o Ibovespa engatou sete quedas consecutivas

O índice se recuperou nesta quarta-feira (27), mas no ambiente interno a inflação tem pressionado as ações

Por que o Ibovespa engatou sete quedas consecutivas
O Ibovespa fechou o pregão de terça-feira (26) na maior série de quedas em seis anos. Foto: Envato Elements.
  • O Ibovespa fechou o pregão de terça-feira (26) na maior série de quedas em seis anos, registrando sete baixas seguidas
  • O principal índice da Bolsa da Valores brasileira atingiu o seu menor patamar desde janeiro
  • A elevação da taxa de juros nos EUA, que deve acontecer em breve, já tem sido precificada pelo mercado, gerando efeitos nas bolsas do exterior e na B3

O Ibovespa fechou o pregão de terça-feira (26) na maior série de quedas em seis anos, registrando sete baixas seguidas. Após iniciar o mês rompendo a barreira dos 120 mil pontos, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira atingiu o seu menor patamar desde janeiro, abrindo o pregão desta quarta-feira (27) aos 108.214,13.

A elevação da taxa de juros nos Estados Unidos, que deve acontecer em breve, já tem sido precificada pelo mercado, gerando efeitos nas bolsas internacionais e na B3, explica Leandro Petrokas, analista CNPI-T e sócio da Quantzed.

O S&P 500, principal índice da bolsa norte-americana, iniciou o mês de abril na faixa de 4.600 pontos e agora está na faixa de 4.180. Atualmente, as bolsas americanas estão nas mínimas do ano, apresentando patamar similar ao de quando iniciou a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Já no ambiente interno, a inflação também tem pressionado as ações. “Há uma percepção do mercado de que o Copom precisa subir ainda mais a taxa de juros que já segue bem elevada e com aumento do juros as empresas dos setores de construção, consumo e varejo apanham bastante”, diz Petrokas.

De acordo com o analista, há um movimento de busca por aplicações ‘sem risco’, ou seja, muitos investidores saem de ativos de mais voláteis e procuram investimentos mais seguros. “Isso também corrobora com a alta do dólar saindo de 4,60 para 5 reais. São poucos os indicadores no curto prazo para retomada no mercado local. O cenário é bem desafiador”, avalia o sócio da Quantzed. Ele acredita que o próximo suporte gráfico na B3 seria na região de 106.500 pontos. “Estamos em movimento de descendente”, conclui.

Além da inflação, no Brasil e no mundo, o lockdown na China também vem influenciando na baixa da bolsa brasileira, especialmente em os ativos de commodities. Em razão disso, a Vale (VALE3) registrou baixa de 14,07% no mês, mesmo após ter apresentado melhora significativa no pregão desta quarta-feira (27), tendo subido pouco mais de 5% às 14h26.

Assim como a Vale, a Ibovespa também apresenta bom desempenho no pregão desta quarta-feira (27), em alta de pouco mais de 1%. Para Fernando Siqueira, Head de Research da Guide Investimentos, a alta significa um moimento de “repique” da bolsa brasileira, que deve continuar pelos próximos dias.

Segundo o relatório, a inflação no Brasil já dá sinais de desaceleração. Se medida pelo IGP-M, por exemplo, está diminuindo há alguns meses e a apreciação recente do real deve contribuir para manter a tendência de queda do IGP-M. Além disso, apesar de no mercado internacional, e nos EUA em particular, a inflação ainda não ter dado sinais de arrefecimento, já é observado que o aumento nos preços das commodities desacelerou, o que é um indicador antecedente de inflação.

Diante desses fatores, os analistas da Guide acreditam que o impacto negativo do aumento da inflação, e consequentemente do juros, já está bem precificado no mercado de ações, particularmente no Brasil. Eles projetam que o Ibovespa encerre o ano aos 130 mil pontos.

O setor financeiro, que também sofreu forte desvalorização, ainda não consegue sentir essa melhora no pregão de hoje. O Itaú ( ITUB4), por exemplo, caiu 10% no mês e apresenta baixa de 0,77% por volta das 14h26.

De acordo com Matheus Jaconeli, analista da Nova Futura, nesta quarta-feira (27), a divulgação do balanço do Santander (SANB11) dificultou a recuperação das ações dos bancos. “O balanço mostrou que, apesar do crédito manter certa estabilidade, a inadimplência subiu. Isso pressiona as ações dos bancos e a atividade econômica”, explica Jaconeli.

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