“O restabelecimento da ordem pública com demonstração de controle e coordenação política se mostram mais importantes que nunca”, afirma Laudares.
Ao fazer um paralelo entre os atos golpistas no Brasil e o episódio das invasões de apoiadores de Donald Trump ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, a especialista relembra que os mercados ignoraram a instabilidade política e subiram no mesmo dia e nos pregões seguintes. Já no mercado doméstico, a invasão pesou negativamente na B3 e fez o Ibovespa inverter o sinal durante o dia.
“O índice encerrou a sessão em leve queda de 0,23%, aos 119.100,08 pontos Contudo, no pregão seguinte (07/01/2021), todas as bolsas operaram em forte alta e Dow Jones, S&P 500, Nasdaq e o IBOV fecharam o dia com valorização de 0,69%, 1,48%, 2,56% e 2,76%, respectivamente. Todos os índices bateram recordes de fechamento.”
Com os atos de Brasília, o mesmo cenário pode se repetir no Brasil, com a percepção de instabilidade dos investidores estrangeiros, aponta Laudares. “Somos um mercado emergente que depende mais de 50% do volume de operações em bolsa do investidor estrangeiro. A percepção de uma instabilidade institucional pode afastar esses investidores. É esperado um pregão volátil e o panorama vai depender da capacidade de resposta do atual governo”, afirma.