• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Em “novembro mágico” na B3, saldo de investimento estrangeiro salta 10 vezes sobre outubro

Saldo foi positivo em R$ 31,5 bilhões, valor recorde na contagem mensal desde o início da série histórica, em 1995

Por Isaac de Oliveira

01/12/2020 | 10:57 Atualização: 03/12/2020 | 8:03

Foto: Renato Cerqueira/Futura Press
Foto: Renato Cerqueira/Futura Press

Uma combinação de fatores aconteceu para novembro ser um mês “mágico” na bolsa brasileira, ao menos na perspectiva de entrada de capital estrangeiro, a maior em 25 anos. Ainda que o pregão de ontem (30) tenha sido de ajuste, com realização de lucros, o saldo de recursos do exterior foi positivo de mais R$ 31,462 bilhões até a última quinta-feira (26), valor recorde na contagem mensal desde o início da série histórica, em 1995. Apesar do otimismo e da liquidez no mercado, para que esses recursos fiquem no País, será necessário que a “lição de casa” seja feita.

Leia mais:
  • Azul: BTG faz recomendação de compra e prevê salto de 27%
  • Sem reformas, investidor estrangeiro voltará a ‘fugir’ da B3
  • BlackRock lança 37 BDRs de fundos de índices na Bolsa brasileira
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“O mês de novembro foi um mês de notícias bastante positivas, principalmente sobre a vacina, o que trouxe apetite ao risco”, diz Rossano Oltramari, estrategista e sócio da 051 Capital. “Isso fez com que os ativos de risco tivessem um mês mágico, com o Ibovespa subindo mais de 17% no mês”, afirma.

Para efeito de comparação, o saldo de investimento estrangeiro na B3 em outubro foi positivo em R$ 2,867 bilhões, resultado de compras de R$ 282,428 bilhões e vendas de R$ 279,561 bilhões. Ou seja, o saldo positivo da entrada de capital gringo em novembro é mais de dez vezes o de outubro. No acumulado de 2020 (até o dia último dia 26), contudo, o saldo é negativo, com a saída de R$ 33,812 bilhões da bolsa.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Antes de entender o que fez tanto dinheiro de fora escoar para o Brasil, é preciso entender o que o fez sair. A resposta está na pandemia: os temores e as incertezas provocadas pela crise sanitária levaram investidores a retirar seus recursos de economias emergentes praticamente o ano todo.

Mas, em novembro, uma onda de otimismo foi desencadeada no mercado internacional por dois motivos: o resultado das eleições nos Estados Unidos, com a vitória de Joe Biden, e uma sequência de notícias sobre as vacinas para a covid-19, com diversas candidatas com eficácia superior a 90%. Otimismo tão forte que superou até os temores de uma nova onda de coronavírus, com países da Europa recrudescendo mais uma vez as medidas de segurança.

Essas informações beneficiaram o mercado global como um todo, pois investidores saíram em busca de negócios com rentabilidade. Movimento esse que explica por que os índices de diversas bolsas internacionais disparam em novembro, como a do México, com alta de 13%, a da Coreia do Sul, com ganho de 16%, e nos Estados Unidos, o índice S&P 500 avançando mais de 11%.

Além das notícias, vale lembrar que há muito recurso no sistema financeiro após os estímulos monetários nos Estados Unidos. Somado a isso, cresceu também uma forte demanda por investimentos de risco, e é aí onde entram os mercados emergentes, em especial o Brasil. Com o Ibovespa chegando a acumular ganhos de quase 18% no mês, o País virou opção para os gringos, uma vez que o real foi uma das moedas que mais se desvalorizaram na crise, deixando os investimentos por aqui muito baratos.

Publicidade

“Quando o investidor estrangeiro parou para analisar onde ele poderia buscar retorno, naturalmente as primeiras opções que vêm são os mercados emergentes. E o Brasil estava extremamente barato em dólar na análise deles”, explica Jerson Zanlorenzi, responsável pela mesa de renda variável e derivativos do BTG Pactual digital.

O estrategista e sócio da 051 Capital lembra também que, dentre os países emergentes, o Brasil é um dos grandes destinos em termos não de qualidade de investimento, mas em tamanho de mercado.

Quem se benefia com essa entrada de recurso gringo?

Quando o investidor estrangeiro procura o País, normalmente vem em busca de papéis com maior liquidez na bolsa, e as blue chips acabam levando vantagem, explica Francisco Cataldo, head de renda variável da Ágora Investimentos. “As ações mais líquidas são os veículos de entrada para o investidor entrar em volumes maiores. Esse foi um mês onde teve uma valorização expressiva de papéis de bancos, Vale, Petrobras”, diz Cataldo.

Neste sentido, o investidor local, seja pessoa física ou institucional, acaba tirando proveito. “A bolsa se valorizou e os papéis também. Esses investidores entraram com um volume muito grande e isso puxou o índice. Quem estava posicionado se beneficiou”, explica o head de renda variável da Ágora Investimentos.

É preciso considerar também que os investidores locais foram os que “seguraram as pontas” quando os estrangeiros deixaram o país devido ao risco da pandemia. Com o baixo patamar da taxa de juros, a bolsa viu saltar o volume de novos CPFs se cadastrando junto à B3, já que investimentos mais conservadores perderam muita atratividade no quesito rentabilidade.

Resultado no ano ainda está abaixo de 2019

Ainda que novembro tenha sido positivamente fora da curva, o acumulado do ano ainda é bem abaixo do que se viu em 2019. Os Investimentos Diretos no País (IDP), entre janeiro e outubro, somaram US$ 31,9 bilhões, valor abaixo da metade dos US$ 69,2 bilhões que ingressaram no mesmo período de 2019, segundo o Banco Central.

Publicidade

Em outubro, foram investidos US$ 1,8 bilhão por estrangeiros no setor produtivo, quando no mesmo período do ano passado o montante foi de US$ 8,2 bilhões.

Entre outubro de 2019 e outubro de 2020, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 43,5 bilhões. O Banco Central estima que neste ano o IDP seja de US$ 50 bilhões.

O que pode manter e atrair o capital estrangeiro no País?

Analistas ouvidos pelo E-Investidor avaliam que esse volume recorde não deve se repetir em dezembro mas, ainda assim, a expectativa é positiva para os próximos 12 meses. “Vamos ter um movimento de continuidade de entrada de fluxo internacional. Não nessa intensidade de novembro, que foi um mês bem atípico”, afirma Rossano. Para ele, isso se justifica porque o mercado brasileiro tem muitas oportunidades e liquidez atualmente.

Mas otimismo por si só não se sustenta. Para que o volume de recursos estrangeiros seja maior de entrada do que saída é necessário que algumas medidas saiam do papel, como as reformas que podem tornar o cenário fiscal do País mais claro para o investidor de fora, que normalmente gosta de aplicar no longo prazo.

“Se fizer o dever de casa no ano que vem, arrumar o rumo do quadro fiscal, avançar as reformas e mostrar pelo menos alguma estabilidade nesta questão político-econômica, o País pode continuar recebendo um fluxo por um bom tempo”, diz Zanlorenzi, que não descarta riscos com a pandemia, como uma nova onda da covid-19 e problemas na distribuição da vacina.

Publicidade

Além das reformas, os analistas lembram que é preciso apagar algumas interrogações atuais, como a manutenção do teto de gastos e o que vai ser feito com o auxílio emergencial. Recentemente, o ministro Paulo Guedes afirmou que, se uma nova onda de coronavírus se instaurar no País, o auxílio será prorrogado.

Apesar do cenário positivo em novembro, João Beck, economista e sócio da BRA, afirma que o “jogo ainda não virou” e que a “paciência do mercado tem prazo de validade”. “Pandemia é como uma guerra e ainda nem saímos dela”, avalia Beck. “Precisamos apagar o fogo contendo gastos e prosseguindo com reformas, antes de falarmos em agenda positiva”.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • b3sa3
Cotações
25/05/2026 3h10 (delay 15min)
Câmbio
25/05/2026 3h10 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Os novos hábitos da alta renda para economizar no dia a dia sem abrir mão de viagens e hotéis de luxo

  • 2

    FIIs ainda têm espaço para subir, mas juros altos freiam ganhos; veja quais podem dar mais retorno

  • 3

    Envelhecimento dos baby boomers cria ‘tsunami prateado’ e aquece mercado imobiliário nos EUA

  • 4

    De Warren Buffett a Walt Disney, essas 5 lendas do mercado tiveram o mesmo emprego na adolescência

  • 5

    China suspende importações de três frigoríficos brasileiros; Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) lideram perdas do Ibovespa

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o MEC Livros: passo a passo para encontrar um livro gratuito na plataforma
Logo E-Investidor
MEC Livros: passo a passo para encontrar um livro gratuito na plataforma
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: quem ganha R$ 3,2 mil pode comprar casa neste valor
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: quem ganha R$ 3,2 mil pode comprar casa neste valor
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Imagem principal sobre o Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Logo E-Investidor
Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Imagem principal sobre o Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Logo E-Investidor
Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Últimas: Mercado
Alta do petróleo e ganhos de eficiência impulsionam petroleiras, siderúrgicas e varejo no balanço do 1T26
Mercado
Alta do petróleo e ganhos de eficiência impulsionam petroleiras, siderúrgicas e varejo no balanço do 1T26

Volatilidade do petróleo e resiliência do consumo afetam resultados e reforçam cenário sólido para empresas brasileiras

23/05/2026 | 14h00 | Por Cecília Mayrink, Vinícius Novais e Crisley Santana
Ibovespa tem sexta semana seguida de perdas; Minerva (BEEF3) afunda 14%
Mercado
Ibovespa tem sexta semana seguida de perdas; Minerva (BEEF3) afunda 14%

Mercado continua ao sabor de negociações entre EUA e Irã para encerrar conflitos; índice acumula 0,61% de queda nesta semana

22/05/2026 | 18h54 | Por Marília Almeida
Ibovespa hoje: CSN (CSNA3) volta a subir; Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) tombam
Mercado
Ibovespa hoje: CSN (CSNA3) volta a subir; Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) tombam

Mercado acompanhou sinais sobre negociações entre Estados Unidos e Irã, enquanto repercutiu pesquisa eleitoral no Brasil

22/05/2026 | 18h38 | Por Beatriz Rocha
Ibovespa cai com pressão dos juros nos EUA, enquanto petróleo acima de US$ 100 mantém mercado em alerta
CONTEÚDO PATROCINADO

Ibovespa cai com pressão dos juros nos EUA, enquanto petróleo acima de US$ 100 mantém mercado em alerta

Patrocinado por
Ágora Investimentos

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador