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Mercado

Brasileira Semantix estreia na Nasdaq e quer investidor de longo prazo

Semantix, empresa brasileira de tecnologia, estreia na bolsa americana após SPAC com a Alpha Capital

Brasileira Semantix estreia na Nasdaq e quer investidor de longo prazo
Leonardo Santos, CEO da Semantix, diz que momento ruim para as techs não atrapalhou o IPO. (Foto: Divulgação/Semantix)
  • Fundada em 2010, a Semantix é uma plataforma de dados focada no modelo SaaS – o Software as a Service, que trabalha com distribuição e comercialização de softwares de tecnologia
  • A companhia brasileira realizou a oferta pública de ações (IPO) na Nasdaq, nos Estados Unidos, após a conclusão do processo de fusão SPAC com a Alpha Capital. As ações ordinárias começam a ser negociadas pelo ticker STIX
  • Em entrevista ao E-Investidor, o CEO Leonardo Santos falou sobre o processo de chegada à Nasdaq e as perspectivas para a empresa, agora na bolsa de valores americana

Fundada em 2010, a empresa brasileira de big data e inteligência artificial Semantix chega para os investidores de varejo pela primeira vez nesta quinta-feira (4). A companhia realizou a oferta pública de ações (IPO) na Nasdaq, nos Estados Unidos, após a conclusão do processo de fusão SPAC com a Alpha Capital. As ações ordinárias começam a ser negociadas pelo ticker STIX.

A Semantix é uma plataforma de dados focada no modelo SaaS – o Software as a Service, que trabalha com distribuição e comercialização de softwares de tecnologia. A companhia conta com investimento de empresas como a Bradesco/Inovabra, Crescera e Innova Capital, com mais de 300 clientes em mais de 20 países.

A empresa anunciou suas intenções de fazer o IPO nos Estados Unidos pela primeira vez em novembro do ano passado ao se fundir com uma empresa de propósito específico (SPAC, na sigla em inglês), em um negócio avaliado em cerca de US$ 1 bilhão. Na prática, o SPAC funciona como um “cheque em branco”, uma corporação de fachada já listada em bolsa com o objetivo de adquirir uma companhia ainda privada e conseguir torná-la pública sem precisar passar pelo processo tradicional de abertura de capital e oferta pública de ações.

De lá para cá, a companhia não só teve que passar por uma série de comprovações regulatórias pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), como enfrentou ainda a alta nas taxas de juros globais. O movimento penalizou o mercado de capitais, especialmente as empresas de tecnologia, mas não assusta o CEO Leonardo Santos.

“Os investidores estão buscando mitigar os seus riscos. Isso significa buscar empresas de alto crescimento, que sejam geradoras de caixa e estejam endereçadas dentro de um mercado gigante, com possibilidade de consolidação; como a Semantix”, defende.

Em entrevista ao E-Investidor, Santos falou sobre o processo de chegada à Nasdaq e as perspectivas para a empresa, agora listada na bolsa de valores americana. E reforçou: “a Semantix é para quem pensa no longo prazo”. Veja:

E-Investidor –A listagem na Nasdaq marca a conclusão da fusão SPAC com a Alpha Capital. Como foi o processo?

Leonardo Santos – É um momento incrível para nós. Foram alguns meses até que a gente conseguisse todas as autorizações regulatórias e adequação dos nossos modelos fiscais, tributários e contábeis para receber o ok da SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos). Esse não é um processo trivial, pelo fato de ser a primeira deep tech da América Latina a ser listada na Nasdaq por meio de um SPAC, um modelo que foi sendo muito questionado pelos reguladores, bancos e todo o ecossistema do mercado de capitais.

Nesse meio tempo, tivemos ainda as quedas no mercado de tecnologia e de capitais como um todo. Foi um desafio, mas mostrou mais uma vez a solidez da nossa governança.

Por que a Semantix optou pela fusão SPAC no lugar de um IPO tradicional?

Santos – Primeiro, tem o smart money, as pessoas que estão de trás do SPAC. Não é levantar um capital apenas. A gente optou por esse caminho porque os investidores do SPAC não vão sair da operação após o IPO, estão de fato conosco para o longo prazo e conhecem muito de tecnologia e de internacionalização de empresas.

O segundo motivo é porque o SPAC encurtou a nossa janela. Estávamos nos preparando para ser listados em 2023 ou 2024, e agora conseguimos antecipar esse processo.

O que a empresa planeja fazer com os recursos que entraram?

Santos – São cinco direcionadores. Ser uma empresa profitable, e nós já somos uma geradora de caixa ao contrário da maioria das techs; e ser uma empresa de alto crescimento. Também estamos em um mercado ainda no início e existe uma processo muito benéfico de consolidações e aquisições no mercado. E por fim a globalização, que faz parte fundamental de empresas dentro do modelo de end-to-end (cadeia integrada), o nosso caso como plataforma.

Qual é o tamanho do mercado de dados que a empresa enxerga e quer capturar?

Santos – É um mercado endereçável de mais de US$ 89 bilhões e crescendo. Isso apenas no nicho de atuação de dados. A companhia espera abocanhar alguma porcentagem disso, atingindo mais de R$ 400 milhões de faturamento até o final de 2023, sendo que mais de 10% disso está fora do mercado brasileiro.

As bolsas dos EUA, especialmente a Nasdaq, têm sido penalizadas pelo aumento da trajetória dos juros. Há receio de que o momento macro atrapalhe os negócios da Semantix?

Santos – O mercado é cíclico e esse é um novo ciclo de se inicia, em que investidores buscam mitigar os seus riscos. Isso significa buscar empresas de alto crescimento, que sejam geradoras de caixa e estejam endereçadas dentro de um mercado gigante, com possibilidade de consolidação. A Semantix se enquadra nesses fatores. Por causa disso, o momento não coloca em risco a nossa listagem nem a execução do plano de negócios.

Não somos uma empresa que está buscando especuladores ou quem vá sair no curto prazo. É para quem está pensando no longo prazo.

Por que os investidores deveriam investir nas ações da Semantix?

Santos – O recado é que a gente está muito consciente e mais do que em linha com a execução do plano de negócios. E temos alguns outros caminhos que podem beneficiar o investidor que está entrando agora, como a migração de linhas de negócio para produto próprio, entrada em novos mercados e novas funcionalidades que estão por vir.

Algum foco específico de setor, país ou solução que a empresa vai se dedicar a partir do IPO?

Santos – Estamos começando no mercado americano, mas estamos olhando novas regiões da América Latina, como o Chile. E obviamente estamos acelerando nosso modelo de canais com empresas de presença global que vão levar as nossas soluções. Sobre tecnologia, ainda não podemos adiantar, mas há novos produtos dentro desse ecossistema de inteligência artificial.

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