A taxa Selic mais alta no ano pode ser um fator-chave para o crescimento da empresa, que possui R$ 8,5 bilhões em ativos regulatórios – deste montante, 60% estão no Brasil e devem ter uma rentabilidade maior com os juros mais elevados. “Assumindo uma taxa Selic média de aproximadamente 14,5% em 2025, estimamos uma geração de R$ 800 milhões em receitas financeiras só com os ativos sob gestão”, afirma o BTG.
Por outro lado, os passivos do IRB geram certa preocupação e podem mitigar o impacto positivo da Selic nos ativos, já que a empresa possui cerca de R$ 500 milhões em debêntures atreladas ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação. Contudo, o CEO Marcos Falcão mencionou aos analistas do BTG a intenção de liquidar 50% desse saldo devedor ainda este ano, o que aliviaria a pressão sobre as despesas financeiras.
As ações do IRB se consolidaram como uma das melhores apostas do BTG para 2025. O banco estima, inclusive, uma possível retomada do pagamento de dividendos entre este ano e o próximo. A projeção é de que o ressegurador entregue um lucro líquido de aproximadamente R$ 350 milhões no acumulado de 2024 e R$ 500 milhões neste exercício.