

A agenda econômica desta terça-feira (25) traz o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de fevereiro, também chamada de prévia da inflação – entenda aqui como a inflação impacta seus investimentos. No exterior, o mercado financeiro hoje acompanha o índice de confiança do consumidor nos EUA, além de falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
Ainda na agenda econômica hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa de cerimônia de assinatura de parcerias para fortalecimento da produção e inovação de vacinas e biofármacos, com a participação da ministra da Saúde, Nísia Trindade. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, profere palestra em evento BTG, em São Paulo.
O Tesouro faz leilões de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B, títulos públicos com rendimento atrelado à inflação) e Letra Financeira do Tesouro (LFT, título pós-fixado com rentabilidade atrelada à taxa de juros).
Mercado financeiro hoje: os principais destaques desta terça-feira
Bolsas internacionais refletem cautela com juros americanos
Os ativos operam sem direção em meio à falta de catalisadores, diante da fraca agenda. Os investidores aguardam a divulgação do dado de confiança americano e falas de dirigentes do Fed, em meio a sinais de cautela da autoridade monetária quanto ao ciclo de juros no país. O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, disse na segunda-feira (24) que o banco central dos EUA está atualmente em um modo de “esperar para ver” e precisa de mais clareza sobre o impacto econômico total das novas políticas da gestão de Donald Trump.
Na Ásia as bolsas fecharam em baixa nesta terça-feira à medida que a ofensiva tarifária do governo Trump voltou a pesar no sentimento de investidores. O presidente norte-americano planeja dificultar ainda mais o acesso da China a semicondutores dos EUA e pressiona aliados a também intensificar restrições à indústria de chips chinesa, informa a Bloomberg. Em outra ocasião, Trump disse que tarifas a importações dos vizinhos Canadá e México “seguirão adiante” quando um adiamento de um mês vencer na próxima semana.
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Os índices futuros das bolsas de Nova York têm leve queda. As bolsas europeias operam majoritariamente em alta na manhã desta terça-feira, à medida que o forte desempenho de ações de defesa se sobrepõe ao mau humor do setor de tecnologia.
Os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) operam em baixa, acumulando perdas pela quinta sessão consecutiva. O dólar hoje ronda a estabilidade ante euro e libra e iene, em dia que será marcado principalmente por discursos de autoridades de grandes bancos centrais.
IPCA-15 acelera em fevereiro
O IPCA-15 registrou alta de 1,23% em fevereiro, após ter subido 0,11% em janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que apontava alta de 1,37%. O intervalo de estimativas ia de 0,56% a 1,53%.
Com o resultado anunciado nesta terça-feira, o IPCA-15 acumulou um aumento de 1,34% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 4,96%. As projeções para o indicador em 12 meses iam de avanço de 4,28% a 5,91%, com mediana positiva de 5,11%.
Commodities: petróleo beira estabilidade e minério recua
O petróleo opera perto da estabilidade à medida que novas sanções impostas pelos EUA ao Irã intensificaram preocupações sobre eventual aperto na oferta da commodity. Às 8h30, o barril do petróleo WTI cedia 0,03%, enquanto o do Brent recuava 0,13%.
Entre as commodities hoje, o minério de ferro fechou em queda de 2,17%, cotado a 813 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 112,15 nos mercados de Dalian, na China.
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Os American Depositary Receipts (ADRs, recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas) da Vale (VALE3) recuavam 0,50% no pré-mercado de Nova York, por volta das 8h30 (de Brasília). Já os ADRs da Petrobras (PETR3; PETR4) subiam 0,27% no mesmo horário.
O que esperar do Ibovespa hoje?
A indefinição externa pode gerar volatilidade no Ibovespa hoje e as medidas populistas do governo em meio à queda da popularidade de Lula tendem a continuar gerando desconforto. Na noite de ontem, o presidente fez um balanço em cadeia de rádio e TV dos programas Pé-de-Meia e Farmácia Popular, e que vai editar uma medida provisória (MP) para liberar o saldo do FGTS para trabalhadores que ficaram com o dinheiro retido por terem aderido ao saque-aniversário do fundo.
A ação do governo tende a elevar a preocupação dos agentes em relação ao quadro fiscal brasileiro, no momento em que o Banco Central (BC) tenta, por meio do aumento dos juros, desaquecer a atividade e reduzir as expectativas de inflação.
Além disso, a aceleração esperada no IPCA-15 de fevereiro pode pressionar os juros futuros, em especial nos curtos no mercado financeiro hoje.
* Com informações do Broadcast
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