Entre as commodities, o minério de ferro caiu 0,76% em Cingapura, a US$ 117,80 a tonelada; em Dalian, os mercados estão fechados devido a feriado. E o petróleo Brent, próximo às 13h45, apresentava ligeira queda de 0,15% cotado a US$ 84,82.
Além do ambiente externo desfavorável, o risco de ingerência na Petrobras ajuda a empurrar para baixo o Ibovespa. Nesta manhã, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçou que o governo deve atuar para mudar a atual política de preços conhecida como preço de paridade de importação (PPI).
Por outro lado, também pela manhã, as palavras moderadas feitas pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, em palestra em evento do Bradesco BBI, foram bem recebidas pelo mercado. No evento, Roberto Campos Neto disse reconhecer o esforço do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e de sua equipe econômica e que o arcabouço fiscal elimina risco de cauda: “Para quem tinha perspectiva de risco para a trajetória da dívida, isso foi eliminado”. Porém, alertou que pode manter a Selic elevada por mais tempo visando o cumprimento das metas de inflação.
No mesmo horário citado acima, o índice Ibovespa indicava queda de 1,22% aos 100.617 pontos, com recuo do dólar frente ao real de 0,58%, cotado a R$ 5,05. Nos juros, a sessão é de queda para todos os vértices da curva a termo. Pelo lado corporativo, Natura (NTCO3) e outras varejistas (ALPA4, ASAI3) se destacam entre as maiores quedas, acompanhando o movimento de aversão ao risco do mercado, mesmo com a curva longa de juros caindo – visto que as expectativas de inflação continuam subindo. Na ponta contrária, ECOR3, VIIA3 e QUAL3 lideram entre as altas.