Diante deste cenário, o mercado voltou a ajustar as projeções, agora com a maioria crente em mais um aumento de 0,75 p.p. na próxima reunião do FOMC em setembro, em uma leitura de que a forte geração de emprego deve continuar pressionando e empurrando o Banco Central ao “corner”, forçando uma manutenção de uma medida mais agressiva na decisão de juros. Assim, na Europa, as bolsas encerraram a sessão em queda, enquanto que nos EUA os índices mostravam volatilidade ao longo da sessão, com um viés mais negativo prevalecendo.
Aqui no Brasil, pela manhã foi conhecido o IGP-DI de julho, que reforçou a tendência de desaceleração da inflação ao recuar 0,38%, ante alta de 0,62% em junho, recuando mais do que as estimativas. Apesar do alívio no juro local, a pressão oriunda das Treasuries e do avanço do petróleo, contribui para uma indefinição no comportamento da curva, com os vértices mais curtos no positivo e os mais longos mantendo a tendência de queda, após o Banco Central sinalizar que estamos próximos do fim do ciclo de elevação da Selic.
Isso posto, o Ibovespa se descola do exterior e se beneficia das altas do petróleo e do minério de ferro, que subiu mais de 2% na madrugada. Às 14h15, o Ibovespa tinha alta de 1,09% cotado aos 107.060 pontos. No câmbio, o dólar chegou a subir e atingir os R$ 5,27, mas perdeu força e apresentava queda de 0,75%, cotado aos R$ 5,18, se beneficiando da entrada de fluxo estrangeiro para bolsa e mercado de juros.