E por falar em commodities, os contratos futuros do petróleo sobem forte e aceleraram ganhos, após divulgação do relatório do Departamento de Energia (DoE) americano. De acordo com o documento, os estoques de petróleo subiram 8,234 milhões de barris na semana, quando a previsão era de queda de 1,2 milhão. Por outro lado, os estoques de gasolina caíram 2,496 milhões, bem acima do esperado. O preço do minério de ferro mostrou recuperação e registrou alta de 3,91% no mercado futuro de Dalian, na China, a 756,50 iuanes por tonelada (US$ 112,86). A melhora se dá na esteira de um pacote de incentivo à infraestrutura anunciado pelo governo chinês nesta semana.
Aqui no Brasil, o Ibovespa sobe mais de 2% e retoma o patamar dos 100 mil pontos, após fechar seis pregões seguidos entre o nível de 98 mil e de 99 mil pontos. O ganho é sustentando em grande parte por ações ligadas a commodities, como Petrobras e Vale. Já o dólar frente ao real mantém-se em queda, com recuo de 1,48%, cotado aos R$ 5,34, em meio à melhora do humor internacional, ainda que persistam os temores recessivos mundiais e fiscais no Brasil. Os juros futuros, por sua vez, também acompanham este movimento de baixa, o que favorece o bom desempenho das ações de varejo e construção civil.
Em termos de dados econômicos, mais cedo saiu o IGP-DI de junho que mostrou alta de 0,62%, desacelerando ante a taxa de 0,69% de maio, e ligeiramente acima da mediana das estimativas, de 0,60%. O recuo de grandes commodities, como minério de ferro e milho, desacelerou o ritmo de alta dos preços ao produtor no mês. E, após a greve de servidores que durou quase três meses, o Banco Central divulga o IBC-Br de março e de abril hoje, mas só às 16h30. Fica no radar dos investidores ainda a tramitação da PEC dos Benefícios na Câmara.