Neste cenário, os mercados acionários norte-americanos operaram ora no positivo, ora no negativo durante a manhã, enquanto os mercados europeus também apresentaram comportamentos voláteis. Em outras frentes, o dólar seguiu se apreciando frente às outras moedas, enquanto as principais commodities se valorizavam.
Por aqui, a reação aos números do IPCA de junho foram limitadas pelas incertezas trazidas do exterior. Em junho, a inflação foi de 0,67%, ligeiramente abaixo do esperado. Por outro lado, a alta do petróleo e de demais commodities – influenciadas por estímulos na China – limitou um recuo mais forte do Ibovespa durante a manhã.
Entretanto, após o meio dia, uma pressão vendedora ganhou força em nosso mercado e às 14h20 o Ibovespa recuava 0,63%, aos 100.097 pontos e giro financeiro projetado de R$ 17,3 bilhões para o dia – o que, se confirmado, estará abaixo da média recente, refletindo a postura mais cautelosa do investidor local. No mesmo horário, o dólar recuava 0,74%, cotado a R$ 5,31.
De forma mais granular, as ações da Azul e Gol lideravam os ganhos do Ibovespa, apesar da alta do petróleo, reagindo a novos dados mostrando alguma recuperação da demanda interna por viagens. Ontem, por exemplo, a Azul divulgou sua prévia operacional para junho, com aumento anual de 40,1% na demanda total em junho, enquanto a oferta de voos subiu 35,8% e a taxa de ocupação cresceu 2,5 pontos porcentuais, para 79,3%.
Dias antes, a Gol havia informado que a demanda total aumentou 54% em junho 021, enquanto a oferta subiu 68,6% e com taxa de ocupação em 76,7%. Por outro lado, ironicamente, as ações da CVC (também ligadas ao setor de turismo) lideravam as perdas do índice – sem um motivo aparente para tal movimento.