Na Alemanha, o índice de expectativas econômicas caiu mais que o esperado, para 53,8 em julho, ante previsão de recuo de 41 pontos, levando o euro a atingir paridade frente ao dólar e reforçando previsão de desaquecimento na Europa. Nos Estados Unidos, os mercados acionários operam em leve alta, apesar de uma postura mais cautelosa com alguns setores antes do dado de inflação ao consumidor, que será divulgado amanhã.
O temor é que a inflação persistente possa forçar o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) a acelerar ainda mais o ritmo de normalização monetária. Os contratos futuros de petróleo estendiam perdas no fim desta manhã, com queda em torno de 6% após relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e após a Agência Internacional de Energia (AIE) advertirem para o risco de piora na crise global de energia.
Apesar do risco de recessão mundial, juntamente com inflação elevada, ao mesmo tempo em que há novos alertas de Covid-19 na China, renovados sinais de retomada da atividade brasileira ajudam a diminuir o recuo do Ibovespa. Mais cedo, foi divulgada a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) relativa a maio, que mostrou aumento de 0,9% ante abril, maior do que a mediana das estimativas.
Os investidores ainda aguardam a votação em plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Kamikaze, que busca ampliar benefícios sociais com recursos fora do teto de gastos. No mercado de câmbio, as expectativas de que a inflação norte-americana possa renovar o recorde de 40 anos em junho pesa sobre o real e com isso, próximo das 14h, o dólar frente ao rela era negociado aos R$ 5,41 com alta de 0,81%.
Dentre as ações, refletindo um movimento de rotação de setores, os papeis do setor varejista subiam, enquanto as ações da 3R Petroleum e da Petrobras caiam refletindo o recuo forte do petróleo no mercado internacional.