Além do receio de aumento nas taxas básicas de juros nos EUA, os lucros menores do que o esperado divulgados pelos bancos JPMorgan e Morgan Stanley no segundo trimestre contribuíram para o mau humor dos negócios. Nesse cenário, os mercados acionários na Europa fecharam em queda, no dia em que a Comissão Europeia revisou para baixo suas projeções de crescimento econômico da zona do euro, enquanto as de inflação aumentaram.
O medo de desaceleração da economia chinesa, em meio ao avanço da Covid-19 no país, também segue preocupando os investidores. O minério desabou quase 8% no porto chinês de Qingdao, apesar da sinalização de que a China prepara US$ 1,1 trilhão em um plano de infraestrutura. O petróleo também recua diante da expectativa de redução na demanda pela matéria-prima.
O dólar avança globalmente e frente ao real tem alta de 0,45%, cotado aos R$ 5,43. No mercado de juros, os DIs (sigla para Depósito Interfinanceiro) avançam acompanhando a subida dos rendimentos dos Treasuries, os títulos norte-americanos.
Ainda pela manhã, foi divulgado o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que caiu pelo segundo mês seguido, cedendo 0,11% em maio ante abril, ficando pior do que a mediana positiva de 0,10%. Mas o indicador teve efeito limitado no mercado de juros, bem como a conclusão da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Benefícios, embora persista a cautela com o cenário fiscal.