Com isso, as bolsas na Europa fecharam sem um viés único em meio também às preocupações quanto à disparada dos preços do gás natural. Nos EUA, as bolsas de Nova York alternaram entre perdas e ganhos moderados durante a manhã, mas se firmaram em alta no início da tarde impulsionadas pelas ações de empresas de tecnologia e do setor de consumo.
Os juros dos Treasuries, títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano, voltaram a subir, enquanto o dólar perdeu terreno ante às principais moedas. Em relação ao petróleo, apesar de números mistos de estoques nos EUA, o preço da commodity avança apoiado pela desvalorização do dólar e em meio à relatos de que o governo norte-americano rejeitou as demandas do Irã por um acordo nuclear que significaria mais petróleo iraniano nos mercados internacionais.
No Brasil, logo pela manhã foi divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de agosto, prévia da inflação oficial. O indicador registrou deflação de 0,73%, queda de preços menor que a mediana das estimativas de consenso, que era de recuo de 0,82%.
A expectativa de fim do ciclo de aumento dos juros trazida pela deflação do IPCA-15 ajudou a impulsionar os papéis ligados ao consumo na Bolsa. Por outro lado, o fato de a deflação ter sido menor que a esperada, combinada com as incertezas no cenário fiscal, implicou em alta das taxas de juros futuros.
No mercado de câmbio, o dólar operou sem direção definida mais cedo, e às 14h49 tinha alta de 0,01%, aos R$ 5,11.