Logo nas primeiras horas do dia, a maioria das bolsas internacionais opera levemente no campo negativo, movimento que também é antecipado pelos índices futuros de Nova York, contratos negociados antes da abertura do pregão regular que indicam a tendência inicial das bolsas norte-americanas.
Na contramão desse movimento, os mercados asiáticos se destacam positivamente. As bolsas de Tóquio (Japão) e Seul (Coreia do Sul) avançaram e renovaram recordes históricos, impulsionadas pelo segundo dia consecutivo de forte valorização das ações do setor de defesa. O movimento ainda reflete a reação dos investidores ao recente ataque dos Estados Unidos (EUA) à Venezuela, que elevou as expectativas de aumento nos gastos militares em diversas regiões.
Em outros mercados, o dólar apresenta leve recuo frente a uma cesta de moedas globais, enquanto os rendimentos dos Treasuries (os títulos da dívida pública dos Estados Unidos, considerados os ativos mais seguros do mundo) avançam, indicando ajuste nas expectativas de juros. Já os metais preciosos, como ouro e prata, seguem em alta, reforçando o movimento de busca por proteção.
Entre as commodities (matérias-primas negociadas em mercados globais), os contratos futuros de petróleo, acordos que definem o preço do barril para entrega em uma data futura, registram nova alta, dando sequência à valorização de quase 2% observada na sessão anterior.
O minério de ferro, por sua vez, encerrou o pregão em alta de 0,69% na bolsa de Dalian, na China, cotado a US$ 114,60 por tonelada.
Esse ambiente mais cauteloso no exterior pode favorecer algum movimento de realização de lucros no mercado brasileiro, especialmente diante da ausência de novos direcionadores relevantes e de uma agenda econômica esvaziada de indicadores capazes de alterar de forma significativa o humor dos investidores.