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Mercado

Migração para NY gera corrida pelas ações do Inter. Entenda

Em quase um mês, um curioso fenômeno aconteceu com os papéis: o saldo de ações alugadas caiu bruscamente

Migração para NY gera corrida pelas ações do Inter. Entenda
Migração para a Nasdaq movimentou as ações do banco Inter – Foto: Divulgação/Inter
  • Segundo especialistas consultados, o movimento está diretamente relacionado à reorganização acionária que levará o Inter para a bolsa americana Nasdaq
  • De 9 de maio, quando eram 21,6 milhões ações alugadas, até o dia 20, as Units do Inter subiram 26%
  • Os cálculos do banco apontam que um acionista que detinha 1.000 Units e pediu para sair receberá R$ 4.160,35 em dinheiro

Matheus Piovesana – De 14 de abril e 20 de maio, um curioso fenômeno aconteceu com as ações do Banco Inter: o saldo de ações alugadas caiu de 26,4 milhões, ou 4,4% do capital em livre circulação, para 8,8 milhões. Isso a despeito de o papel ser um dos mais buscados pelos “vendidos” (investidores que apostam na queda de uma ação) entre os componentes do Ibovespa.

Segundo especialistas consultados pelo Broadcast, o movimento está diretamente relacionado à reorganização acionária que levará o Inter para a bolsa americana Nasdaq, e que deve se concretizar em um mês. Não foi, entretanto, fruto de otimismo com o desempenho futuro do papel, mas sim uma corrida em busca da retirada.

Na proposta que divulgou em 15 de abril, o Inter deu aos acionistas duas opções: trocar as atuais ações por Brazilian Depositary Receipts (BDRs) da Inter &Co, holding que será listada nos Estados Unidos; ou pedir a retirada em troca de dinheiro, opção que ficou vantajosa diante da queda do papel.

Quem optou pela segunda alternativa tinha de estar com as ações em custódia no dia 20 de maio. O que significa que quem tinha colocado os papéis para alugar teve de encerrar as posições.

“Tende a ser o mesmo acionista: o que estava com suas ações do Inter alugadas e o que quer sair”, diz Rafael Ragazi, sócio e analista de ações da Nord Research. “Quando olhamos o volume de ações alugadas do Inter, vemos que foi crescendo até meados de abril, e dessa data em diante, começou a cair.”

Um operador de aluguel explicou que até a semana passada, era “praticamente impossível” encontrar detentores da ação dispostos a alugá-la. “Tinha muita gente tomando pendência”, disse ele, referindo-se a situações em que o investidor é penalizado pela Bolsa por não conseguir honrar um contrato de aluguel de ações.

O movimento puxou a cotação do papel para cima. De 9 de maio, quando eram 21,6 milhões ações alugadas, até o dia 20, as Units do Inter subiram 26%. Parte desse movimento, segundo o sócio da Nord, foi de investidores que haviam alugado o papel e tiveram de recomprá-lo diante das solicitações dos donos para que os contratos fossem encerrados.

Quem aluga uma ação faz uma aposta de que sua cotação vai cair. Em geral, o chamado tomador vende o ativo na Bolsa logo após alugá-lo, e só volta a comprar quando precisa devolvê-lo ao dono. Nessa arbitragem, se a cotação de fato cair, ele tem lucro com a diferença de preços entre as datas.

Subindo

Após a data de corte do dia 20, alguns doadores voltaram ao mercado, e o aluguel da ação voltou a subir. Na quinta-feira, 26, eram 15,6 milhões de papéis alugados, a maior parte Units. Naquele dia, a taxa média de alguns contratos chegou a 70%, o que indica uma demanda alta.

Na sexta, foram três operações de aluguel de Units, de acordo com a B3, envolvendo cerca de 1 milhão de papéis, com taxas de até 55%. De acordo com o operador consultado, a maior parte dos doadores têm sido investidores estrangeiros com posições do Banco Inter, embora pessoas físicas também estejam colocando ações à disposição.

A volta dos papéis ao mercado se deu pelo rateio imposto aos investidores que pediram a retirada, já que a demanda foi superior ao montante que o Inter pagará. Os cálculos do banco apontam que um acionista que detinha 1.000 Units e pediu para sair receberá R$ 4.160,35 em dinheiro, e mais 392 BDRs. Ou seja: não conseguirá se desfazer de todas as ações que possui.

Essa maior liquidez não tem sido páreo para a demanda porque o contexto de mercado é complexo para ações de empresas de alto crescimento, o que indica que o papel do Inter pode cair, mesmo listado em uma Bolsa mais afeita a teses como a que apresenta.

“Quando olhamos para fundamentos, a perspectiva é positiva. Agora, quando olhamos o sentimento de mercado, a perspectiva é negativa, porque a inflação não arrefece, não sabemos onde os juros vão parar, e isso diminui o interesse dos investidores por empresas de tecnologia”, diz Ragazi, da Nord. Ele tem recomendação de compra para o papel do Inter.

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