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Mercado

O número que pode virar o mês: PIB do 3º tri testa a força do rali na B3

Mercado inicia mês atento ao PIB do terceiro trimestre, que pode definir se o rali histórico do Ibovespa ganha fôlego ou abre espaço para realização de lucros

Por Isabela Ortiz

03/12/2025 | 18:17 Atualização: 03/12/2025 | 18:42

Divulgação do PIB do 3º trimestre pelo IBGE é o principal gatilho doméstico da semana e pode definir o rumo do Ibovespa em dezembro. (Foto: Adobe Stock)
Divulgação do PIB do 3º trimestre pelo IBGE é o principal gatilho doméstico da semana e pode definir o rumo do Ibovespa em dezembro. (Foto: Adobe Stock)

O Ibovespa abriu dezembro carregando a inércia de um novembro excepcional: o índice rompeu os 159 mil pontos e renovou recordes históricos, impulsionado por um rali global de apetite ao risco. Agora, chegando perto dos 162 mil pontos, porém, o mercado estará diante de um gatilho doméstico de alta sensibilidade: o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta quinta-feira (4).

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A depender do resultado, o rali pode ganhar sobrevida ou dar espaço à primeira realização de lucros do mês, sobretudo nos setores domésticos que mais acompanharam a queda da curva de juros. Antes de olhar para o impacto imediato, economistas fazem questão de reforçar um ponto estrutural: o PIB é um dado defasado. A interpretação do número precisa considerar que, em dezembro, o mercado já monitora outros sinais da economia.

“Vale lembrar antes de tudo que PIB é uma variável bastante defasada da sua divulgação”, afirma Álvaro Frasson, economista macro do BTG Pactual. “A gente está aqui dia 3 de dezembro falando sobre como a atividade acabou em final de setembro, sendo que já temos indicadores de outubro e até índices de confiança de novembro.”

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Esse movimento de desaceleração que aparece nos dados do trimestre tem causas estruturais. Segundo Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, “a menor dinamização do PIB no 3º trimestre deve-se a uma combinação de fatores domésticos adversos”. Juros altos, demanda interna morna e crédito caro travaram o investimento privado e limitaram o consumo das famílias, impedindo que a economia ganhasse tração após o segundo trimestre.

Frasson reforça que, apesar de ser um dado importante – inclusive para calibrar projeções do Banco Central sobre o ciclo econômico – ele não é uma fotografia definitiva da economia neste momento.

Na prática, o mercado já se concentra em dados de maior frequência, como Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), IPCA-15, produção industrial e confiança empresarial.

Ainda assim, choques relevantes no PIB podem mexer no preço dos ativos. Segundo Frasson, a mediana das projeções está em 0,2% no trimestre. “Se vier algo como 0,8%, 1%, disseminado entre os setores, isso tende a gerar uma reação negativa nos ativos”, afirma.

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Nesse caso, diz ele, a curva de juros subiria e a bolsa cairia, enquanto o câmbio reagiria menos, por estar mais ligado hoje ao cenário externo e ao diferencial de juros global.

“Os efeitos do PIB, caso haja uma surpresa muito alta, têm potencial de mexer mais na curva de juros e menos no câmbio”, explica.

Crédito caro, consumo fraco e papel do mercado privado de capitais

O enfraquecimento da atividade também reflete um sistema de crédito ainda restritivo. Para Gustavo Assis, CEO da Asset Bank, “a desaceleração do PIB no 3T25 é reflexo direto de um sistema de crédito que segue caro e seletivo”. Segundo ele, empresas com acesso limitado a financiamento postergaram investimentos, enquanto famílias reduziram consumo diante do alto endividamento.

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Assis aponta ainda que esse cenário tem impulsionado instrumentos como os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). “Eles têm sido fundamentais para manter capital circulando na economia real”, afirma.

A expectativa para 2026, segundo ele, envolve ampliar fontes de financiamento além do crédito bancário tradicional, com o crescimento do crédito estruturado e o fortalecimento dos FIDCs como ponte entre capital e atividade produtiva.

O rali pode virar um outlier brasileiro?

Além da sensibilidade doméstica, outro questionamento aparece no mercado: o PIB pode romper a dependência do Brasil em relação ao humor global e tornar a bolsa um outlier positivo em dezembro?

Frasson acredita que não. Ele pondera que o Brasil até pode se destacar positivamente ao longo de 2026, mas não por causa de um PIB forte agora – e, na verdade, um número muito acima do consenso teria efeito contrário. “Se o PIB vem muito acima da expectativa, significa que o Banco Central pode ter menos espaço para cortar juros do que imaginamos. E se o mercado revisa isso, o valuation das empresas piora e a bolsa cai.”

Para Frasson, só um corte inesperado da Selic em dezembro poderia dar tração autônoma à bolsa, algo que ele considera improvável.

PIB fraco pode ser “surpresa positiva”

A análise do economista do BTG também chama atenção para a leitura qualitativa do dado. Ele observa que, embora o PIB possa vir levemente acima das projeções, um recuo mais nítido dos serviços (setor que tem sustentado o ciclo atual) poderia ser bem recebido.

“O mercado vai olhar o qualitativo desse PIB. Se vier com desaceleração maior no setor de serviços, isso pode ser bem visto”, diz Frasson.

O arrefecimento dos serviços já aparece para alguns analistas como parte de um ciclo de maturação da economia. João Kepler, CEO da Equity Group, complementa que “o arrefecimento do PIB no terceiro trimestre mostra como a economia brasileira entrou em uma fase de maturação depois do impulso do início do ano”.

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Ele observa que juros altos, custo de capital elevado e orçamentos familiares pressionados diminuíram a velocidade do consumo e afetaram segmentos inteiros do varejo e de serviços, além de impactar startups, que enfrentam ciclos mais longos de captação e exigência de eficiência.

Frasson sintetiza que a melhor forma de encaixar o PIB nessa narrativa “é que a surpresa positiva seria um PIB mais fraco, não mais forte.”

XP: PIB confirma desaceleração e serviços seguem como âncora

A XP trabalha com uma projeção de 0,2% para o terceiro trimestre, segundo Rodolfo Margato, economista da casa. Ele afirma que os dados devem “confirmar a desaceleração da atividade econômica ao longo dos últimos meses, mas com sinais heterogêneos entre os componentes”.

Pelo lado da oferta, o destaque positivo permanece nos serviços, que devem crescer cerca de 0,5% no trimestre. Já comércio e indústria mostram números mais fracos, movimento coerente com o quadro descrito por Sidney Lima e Gustavo Assis, de crédito caro e demanda moderada.

Do lado da demanda, consumo segue morno, enquanto investimentos recebem impulso pontual da importação de uma plataforma de petróleo. As exportações líquidas devem contribuir positivamente, com o escoamento tardio da safra agrícola.

Um trimestre de transição e um 2026 sensível

A leitura de desaceleração espalhada também é destacada por Volnei Eyng, CEO da Multiplike. Para ele, “o ritmo mais fraco da atividade no 3º trimestre reflete um conjunto de fatores que vêm se acumulando ao longo do ano”. Com agronegócio perdendo força, juros altos travando investimento e serviços mostrando sinais de cansaço, a economia chega ao fim de 2025 com motores menos sincronizados.

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Eyng alerta que 2026 será marcado por três vetores: ritmo de queda dos juros, impacto real das reformas tributárias e capacidade da economia de sustentar crescimento sem estímulos artificiais.

“O próximo ano deve ser mais técnico, menos exuberante e mais sensível à execução de políticas e ambiente regulatório”, afirma.

O que isso significa para a bolsa?

Se confirmada, a leitura combinada dos economistas – desaceleração gradual, crédito restritivo, serviços resilientes e BC ainda cauteloso – reforça que o impacto do PIB sobre a bolsa dependerá mais da qualidade do número do que do nível absoluto. Um dado mais fraco, com sinais claros de desaceleração dos serviços, tende a favorecer cortes de juros e, portanto, beneficiar ativos domésticos sensíveis à Selic. Já um PIB forte demais pode reacender temores de interrupção no ciclo de afrouxamento monetário e provocar uma realização de lucros mais intensa do rali de novembro.

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