Mercado

Pré-mercado: exterior liga alerta antes de evento do Fed e IPCA-15

Presidenciáveis também estão no radar de investidores

Pré-mercado: exterior liga alerta antes de evento do Fed e IPCA-15
Bolsa de Valores em São Paulo Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
  • O tom é de cautela nos mercados internacionais, com investidores em compasso de espera pelo simpósio anual do Fed
  • A postura mais defensiva no exterior, com bolsas e petróleo em queda, pode pesar no Ibovespa, enquanto o dólar pode se valorizar ante o real diante do movimento visto ante outras pares do real
  • A preocupação com o Fed deixou a decisão do Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) de cortar suas principais taxas de juros horas atrás mais em segundo plano

Por Luciana Xavier e Silvana Roch – Os holofotes nesta semana estão no Simpósio em Jackson Hole, que na sexta-feira (26) contará com o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, no mesmo dia em que será divulgado o Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) dos Estados Unidos de julho.

Ainda nos EUA, será revelada a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, enquanto na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) divulga a ata da sua última reunião de política monetária. No Brasil, as atenções estarão no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de julho, na quarta-feira (24), e nas sabatinas com os presidenciáveis promovido pelo Jornal Nacional. Jair Bolsonaro (PL) será entrevistado nesta segunda-feira (22).

O tom é de cautela nos mercados internacionais, com investidores em compasso de espera pelo simpósio anual do Fed em Jackson Hole, que poderá trazer pistas sobre os próximos passos do da autoridade monetária norte-americana com o ciclo de alta de juros.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Na semana passada, dirigentes do Fed sinalizaram que mais altas de juros serão necessárias para combater a disparada da inflação no país. A dúvida é se o BC norte-americano manterá a linha mais agressiva de suas duas últimos reuniões, quando estipulou aumentos em 75 pontos-base por vez, ou se poderá moderar o ritmo de ajuste.

A preocupação com o Fed deixou a decisão do Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) de cortar suas principais taxas de juros horas atrás mais em segundo plano. A Capital Economics avalia que a política monetária está sendo flexibilizada na China, mas não drasticamente.

A postura mais defensiva no exterior, com bolsas e petróleo em queda, pode pesar no Ibovespa, enquanto o dólar pode se valorizar ante o real diante do movimento visto ante outras pares da divisa brasileira, como peso mexicano e lira turca.

Os juros futuros podem ter oscilações mais moderadas com o sinal de baixa dos yields (rendimentos) dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo dos EUA) de longo prazo podendo trazer viés de baixa.

No radar segue ainda o cenário fiscal após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar que a União compense as perdas com

Publicidade

Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) dos Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Acre já a partir deste mês.

Pesquisa BTG/FSB mostra que o candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tem 45% das intenções de voto e Bolsonaro, 36%. Em segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 52% a 39%.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) disse que não vê infração eleitoral de Lula por chamar o presidente Jair Bolsonaro (PL) de “genocida”. Bolsonaro afirmou no sábado que respeitará o resultado das urnas. O núcleo político da campanha à reeleição defende que Bolsonaro não participe de nenhum debate no primeiro turno. O núcleo duro do Centrão estima que poderá eleger até metade da Câmara na próxima legislatura.

Agenda

IPCA-15 FICA NO FOCO DA AGENDA LOCAL – A agenda doméstica traz nesta semana as reuniões trimestrais do Banco Central com economistas, hoje e amanhã. Hoje também tem relatório Focus *8h25). Na quarta-feira tem o IPCA-15 de agosto. Na quinta-feira serão divulgados os números de geração de emprego formal de julho. Na sexta-feira saem a nota do setor externo de julho e a definição pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) da bandeira tarifária de energia elétrica de setembro.

Jackson Hole, do Fed, e PIB nos EUA em destaque

O Simpósio de Jackson Hole, do Fed, começa na quinta-feira. O discurso do presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, deve ocorrer na sexta-feira. A segunda leitura do PIB dos Estados Unidos no segundo trimestre, na quinta-feira, também se destaca. Fora esses destaques, hoje tem o índice de atividade nacional do Fed de Chicago (9h30).

Amanhã saem os Índices de Gerente de Compras (PMIs) compostos da Alemanha, zona do euro, Reino Unido e EUA, além de vendas de moradias novas em território norte-americano e índice de confiança do consumidor da zona do euro.

Na quarta-feira os EUA divulgam as vendas pendentes de imóveis e encomendas de bens duráveis. Quinta-feira tem ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE). Na sexta-feira saem o Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA, sentimento do consumidor da Universidade de Michigan e lucro industrial da China.

Por volta das 7h10

Barril do petróleo WTI para outubro caía 0,67% na Nymex, a US$ 90,16, enquanto o do Brent para o mesmo mês recuava 0,61% na ICE, a US$ 96,13.

Publicidade

No mercado futuro em Nova York, o Dow Jones caía 0,90%, o S&P 500 recuava 1,12% e o Nasdaq tinha perda de 1,38%.

Na Europa, Bolsa de Londres caía 0,29%, a de Frankfurt recuava 1,43% e a de Paris cedia 1,17%. Rendimento da T-note de 2 anos subia a 3,267% (de 3,246% no fim da tarde de sexta-feira), o da T-note de 10 anos recuava a 2,962% (de 2,976%) e o do T-bond de 30 anos diminuía a 3,206% (de 3,218%).

Índice DXY subia 0,11%, a 108,28 pontos, e o dólar avançava a 136,83 ienes (de 136,85 ienes na sexta-feira), enquanto o euro caía a US$ 1,0013 (de US$ 1,0040) e a libra recuava a US$ 1,1815 (de US$ 1,1826).

Informe seu e-mail

Faça com que esse conteúdo ajude mais investidores. Compartilhe com os seus contatos