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Mercado

Qual o efeito da tarifa de 50% de Trump para o investidor brasileiro?

Tamanho da alíquota surpreendeu o mercado e deve pressionar o Ibovespa na quinta-feira (10)

Por Beatriz Rocha

09/07/2025 | 19:06 Atualização: 09/07/2025 | 19:59

Trump anunciou tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil. Foto: Isac Nóbrega/PR/Agência Brasil
Trump anunciou tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil. Foto: Isac Nóbrega/PR/Agência Brasil

O mercado brasileiro deve sofrer na quinta-feira (10), repercutindo declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou nesta quarta-feira (9) tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil. Essa é a alíquota mais alta divulgada a partir de cartas enviadas pelo republicano aos países desde o início desta semana. A taxa deve começar a valer a partir de 1º de agosto.

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A tarifa será aplicada “a qualquer e todo produto brasileiro enviado aos Estados Unidos”, independentemente de outras taxas setoriais em vigor. Mercadorias redirecionadas por terceiros para escapar da cobrança também serão taxadas. Trump acrescentou que empresas brasileiras podem evitar a medida se passarem a produzir dentro do território americano.

A decisão foi justificada como resposta ao tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contra empresas americanas de tecnologia. “O modo como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado no mundo, é uma desgraça internacional”, disse Trump. “Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma caça às bruxas que deve terminar IMEDIATAMENTE!”, escreveu.

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Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, afirma que a tarifa de 50% representa uma surpresa negativa, já que investidores imaginavam uma taxa por volta de 20%. “Ninguém sabe, no entanto, se as tarifas são permanentes ou se ele mudará de ideia”, diz. “O mercado esperava que Trump fosse criticar Lula perto da eleição, foi um pouco inesperado as críticas terem vindo agora.”

Analistas consultados pelo E-Investidor concordam que o pregão de quinta-feira (10) deve ser negativo para o investidor brasileiro. “Sem sombra de dúvidas, os mercados amanhã vão acordar sentindo essas tarifas. Acho que vai ser um dia bem importante para o cenário de Bolsa em 2025, dado que o Ibovespa vem apresentando excelentes resultados”, afirma Gabriel Redivo, sócio e diretor de gestão da Aware Investments.

Na visão de Redivo, empresas exportadoras, principalmente do setor de frigoríficos, devem sentir o peso das medidas. Companhias que apresentam despesas em dólar ou que estão vinculadas diretamente à moeda americana também podem registrar queda. O entendimento é de que a divisa dos EUA deve subir em relação ao real na sessão. Hoje, o dólar futuro para agosto disparou no pregão e renovou sucessivas máximas, até atingir o nível de R$ 5,63, após os anúncios de Trump.

Para Antonio Corrêa de Lacerda, professor doutor do Programa de Pós-graduação em Economia da PUC-SP e conselheiro e ex-presidente do Cofecon, antes de levantar maiores preocupações, é necessário verificar se, de fato, essas tarifas serão aplicadas. “Há precedentes que os anúncios do republicano não se materializaram na prática. Muito provavelmente é um ‘blefe’ (de Trump) para ganhar posições numa eventual negociação de tarifação”, diz.

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O professor acredita que uma elevação de tarifas por parte de Trump não só prejudica a economia brasileira e as demais, como também impacta negativamente a economia norte-americana, pois provoca elevação de custos de produção com consequente perda de competitividade, podendo inclusive gerar um cenário de recessão.

Ibovespa em queda, dólar em alta

A incerteza deve conduzir o mercado brasileiro nos próximos dias, aumentando a volatilidade da Bolsa. Dado o histórico de idas e vindas de Trump sobre a política comercial, agentes econômicos tendem a especular sobre a credibilidade dessas novas medidas.

“Cenários com aumento de inflação e perda de atividade devem voltar ao radar mas, de qualquer forma, o modo do compasso de espera pode permanecer ativado por mais um tempo”, avalia Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad.

A expectativa é que o dólar se valorize frente ao real, em linha com a aversão a risco. Com a moeda americana em alta, os juros futuros tendem a subir, enquanto a Bolsa deve recuar, ainda mais depois de ter renovado a sua máxima histórica na última semana.

Lourenço Neto, economista e head de operações da Miura Investimentos, explica que um dólar mais elevado impacta a economia como um todo. “A moeda americana subindo afeta a inflação, com aumento dos preços dos combustíveis, dos alimentos e dos custos logísticos.”

Pressão sobre o PIB

A tarifa de 50% anunciada pelo governo dos EUA para produtos importados do Brasil também pode puxar revisões baixistas para a atividade econômica local ainda neste ano. Na visão de Marcos Moreira, sócio da WMS Capital, essa alíquota é “impraticável”.

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Ele explica que a taxa impacta as exportações, afetando consequentemente a balança comercial brasileira, que tem peso na composição do Produto Interno Bruto (PIB) sobre a ótica do consumo. “Acreditamos que essas tarifas podem sim trazer uma revisão para baixo do PIB em 2025.”

Moreira pondera, no entanto, ser necessário acompanhar a posição oficial do Brasil em relação ao anúncio tarifário, verificando se o País apresentará alguma retaliação aos Estados Unidos.

Os setores mais impactados da Bolsa

Diogo Carneiro, professor na FIPECAFI, comenta que exportadores do agronegócio e empresas com forte exposição ao mercado norte-americano, como a Embraer (EMBR3), devem sofrer mais impactos inicialmente, tanto por possíveis restrições comerciais quanto por instabilidades no ambiente de negócios.

“Com a expectativa de retaliação do Brasil, também devem ser afetados os setores industriais que importam componentes e máquinas dos EUA, como o automotivo e o de bens de capital”, acrescenta.

Já Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing, acredita ser necessário esperar para entender se a tarifa de 50% será realmente aplicada para os produtos brasileiros ou se existirão exceções por parte de Trump. “Os Estados Unidos costumam abrir exceções para itens em que enfrentam grande déficit, justamente para evitar prejuízos à própria balança comercial. Nesses casos, podem conceder algum tipo de isenção”, afirma.

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