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Mercado

Ações da Embraer amargam quedas. Veja a recomendação dos analistas

Embraer acumula queda de 43% no Ibovespa, mas especialistas seguem com visão positiva para os papéis

Ações da Embraer amargam quedas. Veja a recomendação dos analistas
Expectativa é que as ações se recuperem ao longo de 2022. (Foto: Roslan Rahman/AFP)
  • Os papéis da Embraer, cotados a R$ 13,95, acumulam quedas de 43,80% até aqui – a maior desvalorização dentre as empresas do Ibovespa
  • Queda do dólar, aumento do preço dos combustíveis e resultados abaixo do esperado no 4T21 ajudaram a pressionar os papéis até aqui
  • Mas, mesmo que a Embraer tenha começado o ano com dificuldades, os analistas ainda acreditam na recuperação do papel e, acima disso, na tese da empresa

Que a guerra entre Rússia e Ucrânia chacoalhou os mercados pelo mundo inteiro, o investidor brasileiro já sabe. No Ibovespa, empresas ligadas às commodities aproveitaram a valorização, enquanto a alta taxa de juros do Brasil atraiu estrangeiros e a entrada de dólares na Bolsa de Valores brasileira.

Como resultado disso, o real se valorizou frente a moeda americana, que atingiu os patamares de câmbio mais baixos desde março de 2020. Toda essa movimentação acabou penalizando o início de 2022 de uma das ações mais defensivas da B3: a EMBR3.

Os papéis da Embraer, cotados a R$ 13,95, acumulam quedas de 43,80% até aqui – a maior desvalorização dentre as empresas do Ibovespa.

Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, explica que, por se tratar da “maior exportadora de bens de valor agregado do Brasil”, os resultados da Embraer estão diretamente relacionados às variações no câmbio. E os quase 17% de valorização do real frente ao dólar em 2022 fazem com que os produtos da companhia fiquem mais caros para os compradores estrangeiros.

“Outro motivo é a escalada dos preços futuros de petróleo. As companhias aéreas têm um custo bem representativo dos combustíveis e, com essa alta, a perspectiva é de resultados piores ao longo do ano – o que pode impactar a demanda futura por aeronaves da Embraer”, pontua Cruz.

Mas o cenário macro não engloba todos os fatores por trás da queda da EMBR3. O balanço do quarto trimestre de 2021 da empresa, divulgado em março deste ano, também ajudou a pressionar o desempenho dos papéis na bolsa. No período em questão, a receita líquida da Embraer foi de R$ 7,3 bilhões, uma queda de 25,7% se comparado ao quarto trimestre de 2020.

Para Leonardo Piovesan, analista fundamentalista da Quantzed, empresa de tecnologia e educação para investidores, o balanço veio mais fraco do que o esperado pelo mercado, muito por conta de dificuldades na cadeia de suprimentos, o que limita a capacidade de entrega da companhia. No pregão seguinte à divulgação dos resultados, as ações tombaram mais de 14%.

Piovesan coloca ainda outro fator em discussão: a Eve, empresa da qual a Embraer é controladora, está prestes a concluir sua fusão com a Zanite e listar suas ações na Bolsa de Nova York (NYSE). Algumas empresas pares no setor tem se desvalorizado, o que gera certo temor com o desempenho futuro da Eve – e acaba refletindo nos papéis da Embraer.

“Algumas empresas com foco em carros voadores já listadas e que podem ser consideradas pares da Eve, como Archer (ACHR), Joby (JOBY) e Lilium (LILM), têm apresentado uma forte correção de suas ações este ano por conta da alta de juros e o impacto nas empresas techs. Mesmo com o processo de fusão e listagem ocorrendo normalmente existe uma probabilidade de desvalorização da Eve”, explica.

2022 vai melhorar?

Mesmo que a Embraer tenha começado o ano com dificuldades, os analistas ainda acreditam na recuperação do papel e, acima disso, na tese da empresa.

“O primeiro trimestre, sazonalmente falando, tende a ser um pouco mais difícil. Mas a expectativa é que, nos próximos trimestres, as vendas que foram canceladas na aviação comercial sejam compensadas”, afirma Rodrigo Crespi, analista da Guide Investimentos. O analista defende a visão otimista com a companhia, que começou a se recuperar com a retomada da aviação comercial por conta da reabertura dos países neste momento de arrefecimento das medidas para conter a pandemia da covid-19.

No mercado internacional, a Embraer ainda domina uma faixa pouco disputada no mercado de aeronaves, com jatos comerciais de até 150 assentos. E essa solidez vai ser importante para a recuperação dos papéis em 2022. A listagem da Eve e o desenvolvimento do setor de “carros voadores”, em que a companhia brasileira está bem posicionada, também vai ajudar, acredita Gustavo Cruz.

“A Embraer está despontando como uma empresa que vai se destacar no futuro. Tudo bem, pode ser tido um ou outro trimestre negativo, mas é uma empresa singular no Ibovespa, uma das poucas muito inovadoras, que realmente ocupam um lugar de alto valor agregado nos mercados mundiais. E isso tem muito valor”, destaca o estrategista da RB.

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