EURO R$ 6,20 -1,66% MGLU3 R$ 6,50 +10,36% BBDC4 R$ 21,36 -0,05% ABEV3 R$ 14,44 -0,96% IBOVESPA 108.469,35 pts +1,69% DÓLAR R$ 5,47 -1,80% ITUB4 R$ 23,78 +0,59% PETR4 R$ 31,87 +0,73% VALE3 R$ 88,22 +2,21% GGBR4 R$ 29,04 +1,54%
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Mercado

Rede D’Or estreia na B3 valendo R$ 112,5 bilhões no 3º maior IPO do País

A companhia deverá utilizar boa parte do capital para dar continuidade ao movimento de aquisições

O grupo de hospitais Rede D'Or São Luiz prepara seu IPO (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
(Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
  • As ações da companhia, listada na B3 sob o código RDOR3, foram precificadas em R$ 57,92, um pouco acima do meio da faixa indicativa;
  • De acordo com fontes ouvidas pelo Estadão, as ações da Rede D’Or tiveram demanda alta, contando com aportes das principais gestoras brasileiras. No fluxo de capital estrangeiro, entraram na oferta a americana Capital Group, além do fundo de George Soros;
  • A empresa já vinha em um forte movimento de aquisições - foram 37 nos últimos anos - e boa parte do capital recém adquirido, R$ 8,44 bilhões, será para este fim. Os R$ 2,95 bilhões restantes seguirão para os acionistas vendedores.

Maior cadeia de hospitais privados do Brasil, a Rede D’Or realizou a terceira maior oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na história da Bolsa Brasileira, com captação de R$ 11,39 bilhões. Com o feito, a empresa atingiu valor de mercado de R$ 112,5 bilhões. As ações da companhia, listada na B3 sob o código RDOR3, foram precificadas em R$ 57,92, um pouco acima do meio da faixa indicativa.

Apenas Santander Brasil (SANB11), em 2009, e BB Seguridade (BBSE3), em 2013, tiveram movimentações superiores em seus IPOs, com captação de R$ 13,2 bilhões e R$ 11,4 bilhões, respectivamente.

De acordo com fontes ouvidas pelo Estadão, as ações da Rede D’Or tiveram demanda alta, contando com aportes das principais gestoras brasileiras. No fluxo de capital estrangeiro, entraram na oferta a americana Capital Group, além do fundo de George Soros.

A empresa já vinha em um forte movimento de aquisições – foram 37 nos últimos anos – e boa parte do capital recém adquirido, R$ 8,44 bilhões, será para este fim. Os R$ 2,95 bilhões restantes seguirão para os acionistas vendedores, que são o fundo de private equity Carlyle, o fundo soberano de Cingapura (GIC) e o BTG Pactual.

A oferta teve coordenação de Bank of America (líder), BTG Pactual, JP Morgan, Bradesco BBI, XP, BB, Citi, Credit Suisse, Safra e Santander.

Atualmente, a companhia possui 51 hospitais próprios, além de mais de 32 projetos de hospitais que estão em diferentes estágios de desenvolvimento no Brasil. A empresa também mantém operação de uma rede clínicas oncológicas e de análises.

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