A notícia é positiva para a Suzano (SUZB3), que estava entre as mais penalizadas desde que o tarifaço foi anunciado no início de julho, porque exporta celulose para os EUA. Agora, a commodity (madeira de lei de eucalipto) está fora da retaliação.
O BTG Pactual destaca em relatório que a companhia era uma das mais impactadas pela medida, pois possui quase 15% de sua receita atrelada aos EUA. Com a isenção da celulose, não precisará desviar os volumes de exportação para outros mercados, o que poderia ser bastante desafiador em um momento de demanda global mais fraca, diz o banco.
“Embora essa discussão tarifária mude pouco a visão estrutural do caso e os fundamentos de curto prazo para a celulose que estão complicados, ela remove um excesso que vinha pesando sobre as ações“, diz o BTG.
O banco reiterou a recomendação de compra para a SUZB3, com preço-alvo de R$ 73 por papel. Isso representa um potencial de valorização de 40,8% em relação ao preço de fechamento da véspera.
A decisão de Trump em relação à celulose é tida como razoável pelo BTG. Segundo dados da Fastmarkets, os EUA importam anualmente 2,8 milhões de toneladas de celulose de fibra curta; 80% desse montante vem do Brasil. “A imposição de uma tarifa de 50% poderá ter um impacto significativo sobre os consumidores finais, gerando pressão inflacionária”, destaca o relatório.
Carne, café, açúcar seguem tarifados. Veja nesta reportagem do Estadão como os setores reagiram às novas medidas da administração Trump.