Os piores desempenhos foram da Itália, de Hong Kong e da Argentina, todos na casa de 14% de desvalorização. As Bolsas de NY perderam cerca de 10%, enquanto o Ibovespa está conseguindo se segurar em meio ao caos e, até ontem, caía “apenas” 4,24% na semana – o segundo melhor desempenho do período.
Vale destacar que o levantamento foi feito antes do anúncio desta tarde (9), feito por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que suspendeu por 90 dias as tarifas recíprocas anunciadas há uma semana. A pausa vale para aqueles países que não retaliaram os EUA. A China, que sobretaxou o país em 84%, agora terá uma alíquota de 125% com vigência imediata. A tarifa recíproca às outras nações foi reduzida para 10% pelos próximos 90 dias.
A decisão de Trump gerou uma disparada das Bolsas nos EUA e do Ibovespa, devolvendo as perdas que os índices haviam acumulado nas sessões anteriores. As Bolsas da Europa e da Ásia devem precificar a medida no pregão de amanhã, já que estavam fechadas no momento do anúncio.
Na última semana, as ações brasileiras sofreram bastante. Aqui, mostramos que a Petrobras (PETR4) havia perdido R$ 75 bilhões até ontem após o tarifaço de Trump. Lá fora, no entanto, as perdas foram muito expressivas: somente nos dois primeiros pregões após o anúncio, as ações americanas perderam US$ 5,4 bi.
Outros impactos da guerra comercial
Em uma semana, os mercados globais viveram muitos momentos de tensão. Depois de Trump anunciar tarifas de 10% a 34% sobre importações de diferentes países nos EUA, as primeiras respostas começam a chegar. A China, que foi o principal alvo do tarifaço, anunciou uma retaliação a importações americanas que foi, novamente, respondida por Trump. Agora, os EUA vão taxar produtos chineses em 125%, enquanto o gigante asiático vai impor tarifas de 84% sobre produtos americanos.
Nesta quarta-feira (9), a União Europeia aprovou uma lista de produtos americanos que estarão sujeitos a tarifas a partir de 15 de abril, incluindo soja, suco de laranja, carne e motocicletas. O tarifaço também fez peso nas commodities. O ouro foi para perto da máxima história, acima dos US$ 3 mil, enquanto o petróleo caiu abaixo de US$ 60 o barril pela primeira vez desde 2021. O dólar chegou a superar os R$ 6, mas também voltou a cair após o anúncio da pausa nas tarifas desta tarde.